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Publicado em: 23/05/2017 às 16h25

JBS: bancada do PT quer investigar Reinaldo, mas se cala sobre Zeca

Deputados pediram comissão especial na Assembleia


- Midiamax

Foto: Divulgação/Victor Chileno/ALMS

Reinaldo passou quase duas em reunião com deputados

A bancada petista na Assembleia Legislativa, formada pelos deputados Pedro Kemp, Amarildo Cruz, João Grandão e Cabo Almi, protocolaram nesta terça-feira (23) um requerimento pedindo a criação de uma comissão especial para investigar o suposto recebimento de R$ 45 milhões de propinas, do grupo JBS, pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

 

O requerimento se baseia na delação do empresários empresários Wesley e Joesley Batista, e do ex-diretor da J&F, Ricardo Saud, que, apontam os petistas, atribuíram a Reinaldo, ‘a concessão de benefícios fiscais em troca de recebimento de propina, na quantia de R$ 45.631.696,03 (quarenta e cinco milhões, seiscentos e trinta e um mil e seiscentos e noventa e seis reais e três centavos), que caracteriza conduta atentatória a probidade da administração’.

 

Na alegação, a bancada petista alega que renúncia fiscal provoca queda na arrecadação, ‘deixando a população sem recursos para ser aplicados em serviços públicos prejudicando políticas públicas essenciais de atendimento a sociedade como saúde, segurança, educação e assistência social’ (sic).

 

Eles atribuem ao tucano o crime de responsabilidade, que no caso prevê a instalação de uma comissão especial para apurar as denúncias contra o governador.

 

No documento protocolado hoje, os petistas não fazem menção ao trecho da denúncia de Wesley que também implica o ex-governador Zeca do PT, que segundo o empresário, foi o responsável por iniciar o esquema de corrupção no governo estadual.

 

O requerimento ainda não foi apreciado no plenário da Casa, já que uma reunião entre os deputados e o próprio Reinaldo atrasou o início dos trabalhos na sessão desta terça-feira.