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Publicado em: 29/05/2017 às 14h22

'Cafetão do bem', Oscar Maroni lança biografia e revela candidatura à presidência

Livro será lançado no dia 1º de junho


- Agências/GC

O empresário Oscar Maroni, 66, é uma das figuras mais pitorescas de São Paulo, quiçá do Brasil. Sua fama foi construída em torno de suas polêmicas, que fizeram dele uma espécie de lenda no 'mercado sexual' de São Paulo: Maroni é dono do Bahamas Club, casa noturna para casais e prostíbulo de luxo de fama internacional. Por conta do empreendimento, o empresário já se autointitulou 'magnata do sexo' e até 'Larry Flynt brasileiro'.

 

Maroni também já foi preso quatro vezes acusado de exploração sexual. E mesmo com a fama de mal, que foi amplificada após sua participação em uma das temporadas de 'A Fazenda', na qual saiu como vilão, Maroni anunciou que pretende candidatar-se à presidência, caso eleições diretas sejam anunciadas numa eventual queda de Michel Temer.

 

"O Brasil está uma zona; e de putaria eu entendo", disse à Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (29). Ele foi entrevistado pelo jornal em razão do lançamento de suas memórias, intitulada 'O Colecionador de Emoções' (ed. Matrix, 208 págs, R$ 39,90), que será lançada nesta quinta-feira (1º). Ele integra o PT do B, legenda pela qual disputou uma cadeira da Câmara dos Vereadores, em São Paulo, obtendo apenas 5.804 votos em 2008.

 

Segundo a resenha da Folha, sexo, política e poder são os ingredientes principais do livro de Oscar Maroni, que afirma ter o "órgão sexual mais usado do Brasil, tendo feito sexo com mais de 2.500 mulheres". A biografia escrita por Leonardo Castelo Branco e é iniciada com o relato de uma relação sexual em um cubículo do 13º Distrito Policial na zona norte de São Paulo, durante visitas íntimas semanais com 45 minutos de duração.

 

"Os gemidos do casal provocavam reações nas celas vizinhas: havia um gosto secreto do empresário, enquanto desfrutava do corpo da companheira, podia ouvir os inconfundíveis ruídos de gente se masturbando ao redor", traz o trecho. Oscar também afirma que caso não chegue ao Planalto, pretende abrir uma igreja baseada no hedonismo. "Eu e Jesus Cristo temos três pontos em comum: o amor ao próximo, o amor à liberdade e, bem, ele amava uma prostituta na época, Maria Madalena; eu amo todas as garotas de programa".