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Publicado em: 06/06/2017 às 10h01

Farra de incentivos fiscais gerou milhões em propinas no Estado


Correio do Estado

Foto: Arquivo/Correio do Estado

Wesley Batista detalhou à força-tarefa do MPF sobre pagamento de propinas no Estado

Centenas de pessoas e empresas desfrutaram de benesses concedidas nos governos de Zeca do PT, André Pucinelli (PMDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB).

 

Hoje, o governo do Estado já estuda o cancelamento de várias concessões de incentivos fiscais – Termos de Ajustes Fiscais (Tare) – ante as confissões dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos da JBS, de que pelo menos alguns compromissos não foram cumpridos. 

 

Mas os benefícios, ainda assim, continuaram resultando em grandes prejuízos a Mato Grosso do Sul, o que revela a falta de interesse na fiscalização dos acordos.

 

Na delação premiada, foram claros ao afirmar que “não menos do que R$ 150 milhões” beneficiaram os três mandatários, em esquema envolvendo pagamento de propinas. 

 

Na administração de André Puccinelli, em que foram repassados R$ 105 milhões, de acordo com os delatores, algumas empresas e pessoas aparecem como maiores beneficiados. A começar por Força Nova Distribuidora de Bebidas, Locatelli, Germinas Sementes de Pastagens, Agroline Comercial de Produtos Veterinários, Ivanildo Cunha Miranda e mais de centenas de nomes.

 

No atual governo, a Buriti Comércio de Carnes recebeu R$ 12,903 milhões por meio de  “notas falsas de compras de gado bovino”. Elvio Rodrigues emitiu notas falsas no valor de R$ 7.682.566,20.

 

Os governadores de Mato Grosso do Sul, desde a época de José Orcírio Miranda, o Zeca do PT até hoje, com Reinaldo Azambuja, foram beneficiados com R$ 150 milhões pelo Grupo JBS.