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Publicado em: 28/06/2017 às 14h03

Famílias invadem terreno e pressionam prefeitura sobre programas habitacionais

Eles chegaram no Bairro Jardim Botânico por volta das 5h de hoje


- Correio do Estado

Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Fiscais da Semadur foram acionados para irem até o local

Ao menos 100 pessoas invadiram terreno na Rua Alfredo Saad, no Bairro Jardim Botânico, em Campo Grande por volta das 5h de hoje.

 

Segundo eles, a ideia é pressionar o Executivo a agilizar o processo de entrega de casas para os cadastrados em programas habitacionais.  

 

Guardas Municipais e fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) também foram ao local.

 

O autônomo Bruno Ferreira Rosa, 24 anos, explicou que, depois de invasão no Jardim Guaicurus há três dias eles receberam indicação para irem até esta outra área abandonada. Isto porque o espaço do primeiro terreno era insuficiente. 

 

“Viemos para cá porque é uma área perigosa. Vamos limpar o terreno para dar segurança aos moradores. Como não vai estar vazio eles vão ter uma segurança maior”, disse.

 

Ferreira comentou também sobre a intenção em chamar atenção da prefeitura. Segundo ele, todos os invasores estão cadastrados na Agência Municipal de Habitação (Emha) e Agência Estadual de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), mas têm poucas informações sobre o processo de entrega das moradias.

 

O motorista Diego Padilha Graças, 27, comentou que eles moram na casa dos outros ou pagam aluguel e precisam mudar essa realidade. “Tem área como esse terreno aqui, abandonado, com foco de dengue. Tem que invadir”, declarou.

 

Os invasores planejam ir até a sede da prefeitura ainda nesta quarta-feira.

 

MORADORES

Maria Aparecida Pereira, 71, mora em frente ao terreno invadido e comenta que não é a primeira vez que isto ocorre. “Acho bom porque esse terreno é esconderijo para maconheiro e bandido”, declarou.

 

Tratorista João de Oliveira, 53, que mora ao lado confirmou que não é a primeira invasão no local. “Eu desisti até de plantar. Na primeira invasão estava tudo limpo e cercado e pisotearam do mesmo jeito”, lamentou.