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Publicado em: 11/08/2017 às 09h00

Testemunha filma estupro de criança 'para provar' e imagens viralizam em MS

Testemunha filmou abuso contra menina


- Midiamax

Foto: Midiamax

Testemunha filmou abuso contra menina

Um crime grave e a falta de noção das pessoas revoltaram Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande, e podem colocar boa parte dos moradores da cidade em apuros com a Justiça. Uma pessoa flagrou um homem de 57 anos estuprando uma criança, ele já foi preso e confessou. Mas, para 'ter provas', a testemunha resolveu gravar as cenas do estupro e o vídeo acabou vazando em redes sociais como o WhatsApp.

 

Rapidamente o vídeo viralizou e acabou identificando a vítima. Agora, todo mundo que repassou o vídeo, ou o recebeu e manteve no celular, pode responder na Justiça. O caso do estupro causou grande revolta entre os moradores, mas a exposição da vítima, que infringe o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), só foi 'percebida' depois que as autoridades começaram a alertar.

 

O vídeo começou a ser gravado depois que a testemunha flagrou o homem colocando a menina apoiada em uma mureta sem o short, enquanto o autor sem camisa passou a tocar a vítima. Ele já era suspeito porque, segundo os depoimentos, vinha apresentando comportamento estranho em relação à garota.

 

Quando soube do flagrante, o autor fugiu, mas rapidamente foi interceptado por moradores que já tinham recebido o vídeo e foi preso pelos policiais quando era agredido por populares.

 

Na delegacia, o homem confessou o crime e disse já ter cometido o ato contra a criança pelo menos outras três vezes.

 

Segundo a delegada que cuida do caso, Daniella de Oliveira Nunes, as medidas cabíveis estão sendo tomadas para punir também os responsáveis pela distribuição do vídeo.

 

A criança e uma tia foram encaminhadas para a delegacia de polícia acompanhadas do Conselho Tutelar, e de acordo com o promotor Fabrício Secafen, da Vara da Infância e Juventude, a prioridade será cuidar da criança e seu bem-estar, após a exposição das imagens na internet, segundo a imprensa local.

 

Tentamos entrar em contato com a delegada que cuida do caso, mas não conseguimos contato por telefone.