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Publicado em: 16/10/2017 às 12h31

Um Historico da Erva Mate no Mato Grosso do Sul

Artigos


- Tayná Clara Batista Rios

A erva mate é um estimulante nativo do sul do Brasil (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul)  e do estado do Mato Grosso do Sul.

 

O estado do Mato Grosso do Sul, onde a erva era um costume dos guaranis, que se juntavam em uma roda e tomavam a erva com água em uma interação com o resto da comunidade, este habito passou para os trabalhadores e donos do local da extração, no qual a erva teve o nome de tereré.

 

Neste meio ocorre o surgimento de um interesse em ocupar tais terras e fazerem as produtivas, em um contexto pós guerra do Paraguai, chega as terras do Estado o comerciante Thomas Laranjeira, com visão de futuro e contatos influentes, os interessados nessas terras foram muitos, mas o grande vencedor por ocasiões de dinheiro e favores foi o senhor Laranjeira, que mais tarde funda a Companhia Matte Laranjeira (1882-1930) e em um exato momento as terras tornam-se intransferíveis e deste feito somente sem todas as concorrências tem-se um ônus de um prejuízo, que não é benéfico nem ao Estado e nem a Laranjeira. Uma saída foi a entrada de um outro sócio o Banco Rio e Mato Grosso, no qual exercia a presidência o Doutor Joaquim Murtinho, que deu seu nome ao Porto Murtinho.

 

A extração da erva se deu de modo empírico e inadequado, o que culminava em sua destruição. Pois os trabalhadores eram os guaranis e os paraguaios e estes não tinham muitas instruções de como proceder no corte. Estes procuravam a árvore que lhe dessem a folhagem exigida seguindo as ordens do feitor, figura a quem eles deviam obediência. Coube neste quadro a imprensa defende-los, pois, suas condições eram precárias além da má alimentação estes carregavam altos pesos de ervas. O herói nessa triste história da exploração dos trabalhadores da erva foi para alguns Getulio Vargas que criou leis que freavam a exploração demasiada.

 

A saída do Banco Rio e Mato Grosso e sua substituição pela empresa Laranjeira Mendes e Companhia, sendo esta uma mudança de fachada. O Estado e a Companhia sempre tiveram uma relação de respeito e sempre querer mais. O objetivo do Estado era a povoação e ocupação das terras de uma maneira produtiva. O objetivo da Companhia era sempre o lucro. Em meio as várias discussões contratuais houve um surgimento de um novo projeto para a manutenção do monopólio, o que na Assembleia Legislativa teve que se dar um recuo do deferido, nessa defesa sem ataque deu-se a perca do que já haviam conquistado que era o grande monopólio, dando origem a pequenos posseiros, que conquistaram a terra por meio de leis que incluíam as ervas. A empresa também teve suas terras demarcadas e resistiram até 1930.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA

 

FILHO, Virgílio Corrêa. “À sombra dos Hervaes Mattogrossenses”. São Paulo: Monographias Cuiabanas, 1925. Vol.IV.