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Publicado em: 12/12/2017 às 16h59

Apresentação de moção de congratulação a Marun causa discussão na ALMS (Vídeo)

Deputados do PT e PMDB se desentenderam após indicação do futuro ministro


- Correio do Estado

Foto: Victor Chileno / ALMS

Discussão começou após apresentação de moção a Marun

Moção de congratulação para o deputado federal Carlos Marun (PMDB) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul motivou discussão entre deputados estaduais, durante a sessão de hoje. Moção foi apresentada pelo deputado Paulo Siufi (PMDB), por conta da nomeção de Marun como ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República.

 

Após a apresentação da moção, deputado Pedro Kemp (PT) afirmou que gostaria de ser avisado sobre quando irá ocorrer a votação. “Eu já adianto que voto contra essa congratulação ao golpista Marun”, disse.

 

Do mesmo partido de Marun, o peemedebista Eduardo Rocha ficou irritado e se levantou para defender o futuro ministro. “Precisa ter respeito. Você pode votar contra, mas tem que ter respeito”, disse para Kemp, o que culminou em uma discussão.

 

Também peemedebista, Renato Câmara usou a tribuna para defender o pedido de moção, afirmando que a congratulação seria para mostrar que a Assembleia reconhece a importância que o cargo de ministro tem para o Mato Grosso do Sul.

 

“Esse cargo é uma oportunidade do Estado de destravar problemas históricos, como o caso da ponte que liga Porto Murtinho, a questão do gás, entre outros”, afirmou Câmara.

 

Mesmo discurso teve o deputado Márcio Fernandes (PMDB), que afirmou que uma comitiva de prefeitos será levada para a posse de Marun, marcada para esta quinta-feira (14). Na ocasião, segundo Fernandes, os administradores municipais poderão fazer os pedidos ao novo ministro. “Agora teremos alguém dentro do governo que terá acesso a decisões sobre investimentos”, afirmou.

 

No entanto, Kemp manteve o posicionameto conta a moção. “Não vou votar nesse assessor de mordomo de filme de terror, não concordo com esse governo que aprova essas medidas impopulares e ilegítimas. Eles querem derrubar o PT porque eles não têm candidato. Aquele picolé de chuchu [Geraldo Alckmin] não vai longe, vocês não tem candidato”, concluiu o petista.