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Publicado em: 09/01/2018 às 09h15

Casos de leishmaniose em pessoas cresce em MS

A doença é considerada de evolução crônica. Uma das maneiras de se prevenir é manter os quintais e residências limpos, para combater a infestação de mosquitos e animais peçonhentos


Correio do Estado

Foto: Edemir Rodrigues/Governo de MS

Boletim foi feito pela Secretaria de Saúde Estadual

Boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que houve, nos últimos sete anos, 1.605 casos de leishmaniose em Mato Grosso do Sul. Só na Capital, foram 906 infectados e o vírus matou 112 pessoas no Estado. A doença é considerada de evolução crônica e a secretaria apresentou panorama para que gestores discutam estratégias de prevenção e controle.

 

Só neste ano foram confirmados 125 novos casos de leishmaniose no Estado. Dos 24 municípios com registro, o que tem maior índice de infestação da doença é Campo Grande, depois vem Rio Verde de Mato Grosso, com 84 diagnósticos; e em seguida Três Lagoas, com 83 casos.

 

Em Três Lagoas, o número de casos quase triplicou em cinco anos. De acordo com o JPNews, foram 46 pacientes confirmados com a doença entre os anos de 2013 e 2017, e uma morte confirmada por leishmaniose. A vítima foi uma criança de sete anos que morreu após ficar internada no hospital, no ano passado, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

 

PREVENÇÃO

Uma das maneiras de se prevenir a doença é manter os quintais e residências limpos, para combater a infestação de mosquitos e animais peçonhentos.

 

Prefeituras do Estado têm promovido ações de controle à leishmaniose, conforme protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde, que inclui a coleta de sangue nos cães no entorno do registro positivo, intensificação das orientações aos moradores e bloqueio em um raio periférico de nove quadras - 900 metros - para pulverização de veneno contra o mosquito palha (transmissor da leishmaniose).

 

A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, perda de peso, astenia, anemia, dentre outras manifestações. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos. No Brasil, a principal espécie responsável pela transmissão é o mosquito-palha.