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Publicado em: 10/01/2018 às 09h47

Marília Mendonça sofre bloqueio de bens após cancelamento de shows em MG

Fãs não foram ressarcidos e assessoria da cantora diz que cobrança é indevida


Agências/GC

Foto: Midiamax

O cancelamento de shows da sertaneja Marília Mendonça em Araguari (MG) resultou em parte dos bens da cantora bloqueados, após ação judicial que pede ressarcimento aos consumidores supostamente prejudicados. As apresentações ocorreriam em fevereiro e março de 2017 em Araguari (MG) e foram canceladas devido as chuvas.

 

Segundo a sentença liminar expedida pelo TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) nesta segunda-feira (8), a decisão tem objetivo de garantir recursos para ressarcimento de consumidores que compraram ingressos de shows cancelados. Para tanto, foram indisponibilizados judicialmente R$ 100 mil em bens da cantora, da contratante, Juliana de Lima Melo Alves, e da Workshow, produtora do evento, ou seja, cerca de R$ 33 mil de cada parte citada no processos.

 

De acordo com o G1, assessoria de Marília Mendonça afirmou á reportagem que recorrerá da sentença, pois entende que a cobrança é indevida, devido a não-realização dos show ter sido motivada por condição climática e que a responsabilidade da devolução dos valores é da contratante, no caso, Juliana de Lima Melo Alves. A assessoria também destacou que Mendonça nem sequer chegou a receber cachê.

 

Entenda

Previsto para ocorrer em 3 de fevereiro de 2017, o show foi cancelado devido a fortes chuvas e adiado para 9 de março, em Araguari (MG). Porém, na segunda data, as condições climáticas também teriam impedido realização do show.

 

Com isso, consumidores que compraram os ingressos antecipadamente reclamaram no Procon-MG que não foram ressarcidos do valor pago pelo show. Houve um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre produtores do evento para efetuarem o reembolso dos consumidores em 27 de março de 2017, mas o acordo não foi cumprido.

 

Por fim, segundo o G1, o Ministério Público também teria entrado com ação por danos morais coletivos em julho de 2017. O bloqueio foi determinado em setembro do ano passado, pelo TJMG. Uma audiência de conciliação será realizada nas próximas semanas na tentativa de buscar um acordo entre as partes.