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Publicado em: 09/02/2018 às 09h19

Possível sumiço de votos faz Paulo Garcia acionar Justiça

Candidato derrotado por Andrés Sanchez alega fraude nas eleições presidenciais do último sábado


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Foto: Divulgação/Facebook

Garcia (centro) ficou em segundo lugar nas eleições

Derrotado na eleição para presidente do Corinthians, no último sábado, Paulo Garcia entrou com um processo alegando fraude no resultado do pleito que declarou Andrés Sanchez como novo presidente do clube. O empresário entrou com processo contra a Telemeeting Brasil, responsável pelo processo de votação da eleição corintiana. A representação criminal foi feita no Juizado Especial Criminal (Jecrim), da Barra Funda. 

 

A informação foi confirmada pela reportagem do Estado, que apurou que a desconfiança da oposição corintiana se dá pelo fato de uma urna ter travado durante a eleição e foi necessário a reinicialização do aparelho. A suspeita é de que os votos feitos antes do problema técnico sumiram. Durante a eleição, Paulo Garcia e Citadini fizeram uma auditoria nas urnas com empresas de tecnologia independentes e ambos constataram problemas no pleito. 

 

Os outros três candidatos derrotados também podem entrar na disputa judicial, casos de Antonio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior. Antes da eleição, também ocorreram diversas disputas judiciais. Citadini e Paulo Garcia chegaram a ter a candidatura impugnadas, mas conseguiram reverter a decisão. 

 

Segundo dados oficiais, foram 3.642 votos de associados. Andrés Sanchez venceu com 1.235 votos (33,9%), enquanto Paulo Garcia ficou em segundo, com 834 votos (22,9%). Antonio Roque Citadini recebeu 803 votos (22%), Felipe Ezabella teve 461 votos (12,6%) e, por fim, Romeu Tuma Júnior somou 278 votos (7,6%). Foram ainda 18 votos e 13 brancos.