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Publicado em: 11/02/2018 às 20h31

Após empréstimo em janeiro, Santos consegue pagar salários por ‘conta própria’


Gazeta Esportiva

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Santos consegue pagar salários por conta própria

Depois de recorrer a empréstimo bancário para pagar os salários de dezembro, o Santos quitou os vencimentos de janeiro por “conta própria” nesta semana. Como o clube vive situação financeira difícil, o fato foi comemorado pelo presidente José Carlos Peres.

 

Com alguns recebíveis de direitos de transmissão de televisão e participação no Campeonato Paulista, o Peixe conseguiu “respirar”. O clube também fez várias demissões nas últimas semanas e enxugou o elenco dirigido pelo técnico Jair Ventura.

 

Em entrevista na última quinta-feira, na Federação Paulista de Futebol, José Carlos Peres comparou a situação alvinegra com uma carroça e explicou quais medidas precisam ser tomadas.

 

“Pegamos um clube inchado, com cerca de 900 funcionários, e estamos reduzindo para o Santos sobreviver. Você não sobrevive com uma máquina inchada, obesa, que anda como carroça e não funciona, Estamos diminuindo o tamanho. Clube europeu do tamanho do Santos tem 300 funcionários. Estamos reduzindo por isso, sem menosprezar ninguém. A gente quer ajudar todo mundo, mas as mudanças às vezes desapontam pessoas”, explicou Peres, em evento na Federação Paulista de Futebol nesta quinta-feira.

 

“Em primeiro lugar, vem o Santos. Acima de tudo, a instituição precisa sobreviver. Para isso, precisa ter tamanho menor, gestão honesta, transparente, ética, profissional e com reputação no mercado. Santos precisa ir para o azul. Para isso, tem que fazer os seus cortes. Isso não tem como. Dói? Dói cortar alguns sabendo que na maioria das vezes há uma família por trás, uma esposa, criança… Tudo isso afeta a minha consciência, o meu sentimento. Mas em primeiro lugar a gente tem que manter o clube. Depois, refazemos tudo, mas não para 900, talvez 350. O que não pode é continuar no mesmo erro de gastar 3x e arrecadar 1x. O resultado disso é divida, e chega uma hora em que o clube entra em colapso financeiro, o que não é bom para ninguém”, completou.