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Publicado em: 27/02/2018 às 13h02

Campo Grande tem 27 pontos com risco de infestação

Outras 30 são consideradas sob alerta, conforme Lira


Midiamax

Foto: Gellio/Midiamax

Em Campo Grande, 27 regiões já são consideradas áreas com risco de infestações das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegipty, mosquito transmissor da dengue, zyka e chikungunia. A informação foi revelada na manhã desta terça-feira (27), durante a divulgação do LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti).

 

 

Esta edição do LIRAa pesquisou a presença de mosquitos, ovos e larvas em 15.827 imóveis de 67 áreas da cidade, nas quais 673 focos foram identificados, durante o período de 15 a 19 de janeiro. Das regiões com mais chance de infestação, destacam-se as áreas abrangidas pela UBS (Unidade Básica de Saúde) Cidade Morena, com IIP (Índice de Infestação Predial) de 11,7; UBS Universitário, com índice de 10,9; e UBS Itamaracá, com índice de 9,6.

 

 

Representantes da Sesau durante anúncio do LIRAa (Guilherme Cavalcante/Midiamax)

 

 

O IIP considera é uma porcentagem que considera regra simples entre o número de notificações vezes 100, dividido pelo número de imóveis vistoriados. Quando o índice é menor que 1, o valor é considerado satisfatório. Valores entre 1 e 3,8 recebem sinal de alerta. Já os índices a partir de 4 denunciam que a região é considerada área de risco. Confira AQUI a lista completa.

 

 

Diferentemente das outras edições do LIRAa, que consideravam somente o número de bairros como estratos do levantamento, esta edição passa a considerar como estratos as áreas de abrangência de cada UBS que, segundo a Sesau, possibilita melhor interpretação dos dados. "Agora trabalhamos com universo de até 13 mil domicílios. Áreas muito extensas, com densidade populacional muito alta, acabavam causando uma distorção que dificultava a implantação de ações", explica Eliasze Guimarães, titular da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais da Sesau.

 

 

Epidemia de dengue

 

 

Segundo Neuma Chaves, gerente técnica de Vigilância Epidemiológica de Endemias da Sesau, os dados epidemiológicos de 2018, até a semana 7, revelaram 436 casos de notificações de dengue, sem registro de casos graves ou de óbitos. No mesmo período em 2017, foram registrados 526 casos. No entanto, apesar dos números aparentemente favoráveis, a dimensão da epidemia já prevista para o próximo verão poderá ser melhor avaliada na semana 13.

 

Na prática, os números apontam que Campo Grande não enfrenta epidemia de dengue no momento, mas, a julgar pelo histórico da Capital, que apresentou epidemia em 2007, 2010, 2013 e 2015, a partir de dezembro os números de infestações deverão saltar.

 

"Agora cada um precisa cumprir seu papel na rotina do dia a dia. O serviço público