Ivinhema - MS, domingo, 24 de junho de 2018

10º min
26º min



Publicado em: 27/03/2018 às 10h43

Como foi a entrevista de Sergio Moro ao ‘Roda Viva’


Veja

Foto: TV Cultura/Reprodução

Sergio Moro no 'Roda Viva', da TV Cultura

O juiz federal Sergio Moro concedeu na noite desta segunda-feira sua primeira entrevista ao vivo em quatro anos de Operação Lava Jato, ao programa Roda Viva, da TV Cultura. No programa, que marcou a despedida do colunista de VEJA Augusto Nunes após cinco anos como âncora da atração, o juiz falou do panorama das investigações, de suas perspectivas em relação ao combate à corrupção e, indiretamente, dos processos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Moro disse torcer para que o Supremo Tribunal Federal (STF) “tome a melhor decisão” no caso do petista e reiterou sua defesa enfática pela execução das penas a partir da condenação em segunda instância. O magistrado defendeu que, caso o tribunal reveja seu atual entendimento, os brasileiros cobrem de seus candidatos a possibilidade de reinstituir a prisão provisória por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC).

 

 “Tenho esperança de que o precedente não vá ser alterado. Se o STF rever esse antecedente, temos de pensar em uma opção. Pode-se cobrar dos candidatos a presidente uma posição sobre corrupção. Pode-se restabelecer a execução de pena por emenda constitucional”, afirmou.

 

O juiz da Lava Jato alegou ainda que apenas cumpriria as ordens do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) caso venha a determinar a prisão do ex-presidente. Condenado a 12 anos e um mês de prisão, Lula pode ser preso a qualquer momento caso o Supremo rejeite seu habeas corpus preventivo, cuja discussão será retomada no próximo dia 4 de abril.

 

Entre outros temas, Sergio Moro ainda negou que tenha pedido desculpas por ter tornado pública uma polêmica gravação entre os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff (PT). O magistrado também falou sobre as críticas por receber auxílio-moradia, as acusações contra ele feitas pelo ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran e as prisões preventivas.

 

O programa ficou acima de quatro pontos de média de audiência (contra picos de 1,5 ponto em dias normais) e foi o assunto mais comentado nos trending topics mundiais do Twitter. A bancada rotativa do programa foi composta pelos jornalistas João Caminoto, diretor de Jornalismo do Grupo Estado; Sérgio Dávila, editor-executivo do jornal Folha de S.Paulo; Fernando Mitre, diretor de Jornalismo da Rede Bandeirantes; Daniela Pinheiro, diretora de Redação da revista Época; e Ricardo Setti, jornalista e escritor.