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Publicado em: 02/04/2018 às 14h23

NOVA ANDRADINA: Mulher encontrada morta foi atropelada por trator, diz polícia

Homem compareceu na Delegacia acompanhado de advogado e confessou os fatos


JORNAL DA NOVA

Foto: ARQUIVO/JORNAL DA NOVA

Após chegar ao conhecimento da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina, sobre a morte de uma mulher de 54 anos, que aconteceu numa fazenda no bairro São Bento, aproximadamente 70 km do perímetro urbano da cidade, investigadores da SIG (Seção de Investigações Gerais) foram para o local, juntamente com peritos criminais, para apurar os fatos que levaram a morte de Maria Vilanir dos Santos.

 

A mulher foi encontrada pelos agentes morta em cima da cama. “Na ocasião não foi possível constatar as circunstâncias que levaram ao óbito, bem como as informações prestadas pelos familiares da vítima não foram suficientes para qualquer conclusão”, descreve nota enviada à imprensa pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (2).

 

Diante disso, o corpo da vítima foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) local, para ser submetido ao exame necroscópico. Em seguida, as investigações se iniciaram visando a individualização de pessoas que conheciam a vítima, o seu modo de vida, possíveis problemas de saúde, seus amigos e parentes, dentre outros detalhes, visando elucidar as causas de sua morte.

 

Os policiais foram ao local na parte da manhã de domingo (1), quando foi no período da noite, o convivente da vítima, Carlos Alves dos Santos de 50 anos, compareceu acompanhado de seu advogado na Delegacia e esclareceu que acidentalmente deu causa a morte de Maria Vilanir dos Santos.

 

À autoridade policial ele relatou que no início da noite de sábado (31), estava manobrando um trator numa propriedade rural, a pedido de um conhecido, para colocá-lo no local adequado, momento em que, sem notar, a vítima subiu no estribo do maquinário, caiu e foi atropelada, sendo que tudo foi presenciado por testemunhas. Essas pessoas serão intimadas no momento oportuno.

 

Ainda durante a oitiva, ele contou que após perceber o atropelamento, ajudou sua esposa a se levantar e, em seguida, ambos foram andando até o automóvel em que estavam, um veículo Fiat/Uno, e foram embora para a Fazenda Boa Vista, para descansarem. Chegaram a casa, conversaram normalmente, cuidaram de afazeres pessoais e foram se deitar. Por volta das 22h30, Carlos percebeu que ela não se mexia na cama e estava com o corpo muito gelado, ou seja, ela já estava morta. Imediatamente ligou para parentes, contudo, não conseguiu completar as ligações, assim, ligou para a Polícia Militar e relatou que sua esposa estava morta dentro de casa.

 

Diante dos relatos e das provas até o momento obtidas, Carlos foi interrogado, indiciado e responderá pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor. Ressalvando que foi liberado após o interrogatório para responder o crime em liberdade por não mais se achar em estado flagrancial, nos termos do que dispõe o Código de Processo Penal. As investigações prosseguem visando obter maiores detalhes sobre o caso.