Ivinhema - MS, segunda-feira, 18 de junho de 2018

10º min
26º min



Publicado em: 11/06/2018 às 14h34

Após morte de cachorro, promotor pede retirada de jacarés de lagoa em MS

A morte de um cachorro na Lagoa Maior em Três Lagoas no último dia primeiro trouxe a tona discussão sobre a permanência de jacarés que vivem no local


Midiamax

Foto: Mesmo pedido foi feito em 2016 e juiz negou

A morte de um cachorro na Lagoa Maior em Três Lagoas no último dia primeiro trouxe a tona discussão sobre a permanência de jacarés que vivem no local, que também é utilizado para a prática de esportes e lazer dos moradores. Nesta semana, o promotor de Justiça do Meio Ambiente da cidade protocolou ação civil pública contra a prefeitura solicitando que todos os jacarés sejam retirados da lagoa, conforme a reportagem.

 

Levantamento apresentado pela secretaria de meio ambiente apontou que três animais adultos com mais de dois metros vivem na área. No documento apresentado, o promotor Antônio Carlos Garcia de Oliveira afirma que o episódio com o cachorro é prenúncio de acidente ainda maior. Ele ainda critica a prefeitura por não tomar medidas para a segurança do local.

 

“A conclusão que se chega é a de que existe risco sério e próximo de que alguma “desgraça” possa acontecer entre os jacarés e algum pedestre e, por óbvio, vai recair toda culpa na administração municipal, que não adota providências necessárias como a colocação de seguranças, monitores e gente especializada para permanecer na Lagoa, como salva-vidas, nem promove a retirada dos animais pelas imposições existentes na legislação”, argumenta.

 

Em 2016 Antônio Carlos apresentou o mesmo pedido que foi negado pelo juiz da época. Desta vez, o promotor acredita que o pedido será acatado e usa além dos riscos, a proliferação dos jacarés como justificativa.  “Existe uma proliferação muito grande desses animais na Lagoa. Em 2016, retiramos da Lagoa 50 ovos de jacaré que estavam para eclodir. Nesta semana, tomamos conhecimento que foram retirados mais 60 ovos”, destaca.

 

O secretário de meio ambiente, Celso Yamaguti, disse que a prefeiturav ai aumentar a quantidade de placas de alerta na lagoa e que a decisão sobre a retirada dos animais será tomada somente após análise de técnicos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).