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Publicado em: 10/07/2018 às 13h44

Marquinhos relembra briga de Neymar e Dorival e fala de cai-cai: 'Faltou liderança para dar uma dura'

Meia do Avaí fez parte do vitorioso Santos do começo da carreira do atacante da Seleção


GE

Foto: Santos FC

Marquinhos e Neymar foram campeões pelo Santos em 2010 e conviveram diariamente na época que o astro tinha apenas 18 anos. Um dos episódios mais marcantes daquele período foi a briga entre o então treinador Dorival Júnior e o atacante, durante a vitória sobre o Atlético-GO, pelo Brasileirão.

 

Em meio à polêmica sobre a fama mundial de cai-cai do jogador do PSG e da Seleção, Marquinhos foi questionado sobre a postura do craque na Copa do Mundo. Foi aí que o atleta do Avaí relembrou os bastidores daquela partida em que Neymar xingou Dorival.

Para M10, faltou liderança do grupo para fazer o que foi feito naquela ocasião e diminuir o problema.

 

- Acho que faltou ter alguém para fazer como eu fiz quando ele brigou com o Dorival Júnior. Eu coloquei na sala, a gente se abraçou, chorou e eu cobrei uma postura. Ele tinha 18 anos, mas cobrei postura pois era a nossa referência. Faltou alguém falar para ele, colocar em uma sala, falar que era o diferencial e que não precisava ficar caindo e chamando todos contra si. Faltou, queira ou não, uma liderança - disse Marquinhos, que também criticou o rodízio de capitães implementado por Tite.

 

 Quando troca capitão para lá e para cá não tem respeito de ninguém. Se eu estivesse lá, com 30, 35 anos, sendo minha última Copa, tenho que vencer, independente se vai ficar chateado comigo. Ali é homem, não é mais menino. Hoje é chacota no mundo inteiro, mas logo dá a volta por cima. Faltou chamar, dar uma dura nele, mostrar a responsabilidade e ele não achar que está sozinho, que é dono.

 

Com 36 anos, Marquinhos está no último ano da carreira e tem no currículo clubes como Santos, Grêmio e São Paulo. Experiente no mundo da bola, ele reiterou que faltou mais pulso firme do grupo para contornar a situação com o atacante.

 

- Quem sabe um jogador com menos qualidade, mas com postura de liderança, poderia ser melhor do que um acima da média. Faltou um capitão. Treinador sozinho não aguenta grupo sozinho se não tiver três ou quatro jogadores para segurar onda de vestiário. Estou nisso há 20 anos. Vestiário não muda, vai sempre o mesmo. Ninguém manda em vestiário, nem treinador, nem presidente, quem manda são os jogadores. Tem que ter as lideranças. Tomara que seja um aprendizado para na próxima tenha Copa e ele saiba o quanto representa para a Seleção - finalizou.