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Com rosto conhecido, Santos é time que contrata menos técnicos diferentes no Brasil desde 2003

Cuca chega para terceira passagem no Peixe e tem desafio de superar próprios números. No período da era dos pontos corridos, o clube paulista teve 18 treinadores distintos

| GLOBOESPORTE.COM / BLUTHIERE LIMA E ROBERTO MALESON


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A demissão do português Jesualdo Ferreira e a chegada de Cuca para a terceira passagem na Vila Belmiro remetem a uma realidade comum no Santos. Desde 2003, na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro, o clube, ao lado do Corinthians, foi a equipe que teve menos treinadores diferentes na elite do futebol brasileiro.

Foram 18 técnicos nos últimos 17 anos e meio, e com muitos retornos. Além de Cuca, Vanderlei Luxemburgo também comandou o Peixe três vezes neste período. Outros que deixaram a Vila e voltaram pelo menos uma vez foram Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira e Emerson Leão.

Desafio

Apesar do retorno em 2020, Cuca tem uma missão difícil se comparada ao próprio desempenho em tempo à frente do Santos. O maior trabalho do treinador no comando do clube foi de apenas quatro meses, na passagem entre julho e dezembro de 2018. Na ocasião, foram 27 jogos, sendo 10 vitórias, 8 empates e 9 derrotas. Um aproveitamento de 47% e duas eliminações: para o Cruzeiro, nas quartas da Copa do Brasil, e para o Independiente, da Argentina, nas oitavas da Libertadores.

Em 2008, a passagem foi ainda mais rápida. Em apenas dois meses, entre junho e agosto daquele ano, Cuca comandou o Santos em 14 jogos. Foram 3 vitórias, 4 empates e 7 derrotas. Aproveitamento de 31%.

O desafio é superar os próprios números dentro do Peixe e recuperar o time após a eliminação precoce nas quartas do Paulistão para a Ponte Preta.

Fizeram valer

Apesar de, em média, mudar de treinador a cada 8,8 meses, o Santos, ao lado de Cruzeiro e São Paulo, é a equipe onde os treinadores mais duram no comando. Jesualdo Ferreira, com 8 meses de cargo contando com a paralisação do futebol por conta da pandemia, quase conseguiu atingir a marca. Vale lembrar que a marca quase foi atingida em função do longo tempo de inatividade no futebol. No total, o técnico português durou apenas 15 jogos, com 49% de aproveitamento.

Quando o assunto é permanência, desde 2003, ninguém supera Muricy Ramalho. Na única vez que treinou o Santos, o treinador se tornou o recordista em tempo ao ficar 2 anos e 2 meses à frente do clube. Nesse período, Muricy foi bicampeão paulista, campeão da Libertadores e da Recopa Sul-Americana.

Outros que também permaneceram por pelo menos 2 anos foram Vanderlei Luxemburgo (de dezembro de 2005 a dezembro de 2007) e Emerson Leão (de maio de 2002 a maio de 2004). Dorival Júnior, que treinou o Peixe entre julho de 2015 e junho de 2017, também se destacou com 1 ano e 11 meses no cargo.



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