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Fábio Santos aceita papel de líder, exalta Cássio e vê carga pesada sobre o elenco do Corinthians

Jogador de 35 anos assinou contrato com o Timão até o fim da próxima temporada

| GLOBO ESPORTE


Fábio Santos recebe camisa do Corinthians do diretor-adjunto Eduardo Ferreira — Foto: Rodrigo Coca / Ag.Corinthians
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De volta após cinco anos, o lateral-esquerdo Fábio Santos foi apresentado como reforço do Corinthians na tarde desta terça-feira.


Aos 35 anos, Fábio Santos usará a camisa 26 do Timão, já que a 6 hoje pertence ao jovem Lucas Piton, de 20 anos. Sidcley é o dono da 16.


Vivi momentos importantes no clube, marcantes, a maioria bons momentos, maravilhosos momentos, e agora é um momento diferente. Se depender da minha motivação, as coisas vão mudar o quanto antes. Estou muito feliz, é gratificante voltar para um lugar onde a gente se sente querido, respeitado, estou muito empolgado para esse desafio.

 

O lateral-esquerdo estava sendo pouco aproveitado no Atlético-MG e rescindiu contrato com o clube para fechar com o Timão até o fim de 2021. Além do aspecto técnico, a chegada do veterano visa agregar liderança ao vestiário corintiano em um momento de turbulência.


É uma coisa minha de ter opinião e ajudar no vestiário. Temos líderes no clube, é importante ajudar, tirar a responsabilidade desses jogadores que vêm sendo criticados, tem uma carga pesada sobre eles. Chego para dividir essa carga com eles, venho muito motivado para desempenhar essa função. Me sinto bem fisicamente, os números das últimas temporadas provam isso, em relação a lesão, a números de jogos. Venho para ajudar em campo e paralelo no vestiário, com esses meninos.


Esta é a segunda passagem de Fábio Santos pelo Corinthians, clube pelo qual conquistou seis títulos: dois Brasileiro (2011 e alguns jogos em 2015), Paulista (2013), Libertadores (2012), Recopa (2013) e Mundial. Quase todos junto de Cássio, que no domingo fez um desabafo por conta de críticas recentes.

 

 Eu falei com Cássio, conversei com ele. É chover no molhado falar da história dele, é um dos maiores ídolos do clube, uma referência. Quanto maior o seu tamanho, maior a pressão em cima de você. Da mesma forma que quando você ganha é elogiado, quando perde acaba sendo mais cobrado. Estamos acostumados, vejo também com naturalidade esse desabafo do cara que quer vencer e não está acostumado com essa pressão individualizada. O momento do clube é difícil, e essa carga acaba sendo maior nos líderes. Ele sabe da importância dele para o clube, que é um cara amado pelos torcedores. Passando tudo isso, vai voltar a idolatria que o Cássio fez por merecer para ter.


Falei para ele: "Chegou mais um pra dividir com você, mas não vamos dividir briga, vamos levantar o astral (risos)". Vejo o Cássio motivado a superar o que passou no fim de semana, e é assim que queremos ver todos os jogadores, já motivados em fazer uma grande partida nessa quarta-feira.A diretoria alvinegra também entende que ele pode ajudar na maturação de Lucas Piton, titular da lateral esquerda do Timão aos 20 anos. Segundo o lateral, ele vinha com mesmo papel em Minas.

 

 Eu não vinha jogando no Atlético-MG, algo que não aconteceu nos últimos anos da minha carreira, mas eu treinava todo dia e os meninos me perguntavam: "Como você aguenta ficar fora do banco?". Eu dizia que tinha que ser exemplo para eles, nos últimos anos sempre teve alguém no banco para mim, me aplaudindo, e eu seria egoísta se não ficasse. Isso é importante para a meninada que está subindo. O Lucas é mais um menino talentoso que nós temos, no que eu puder ensiná-lo, ajudá-lo a crescer, como foram com outros meninos como o Guilherme Arana, com quem eu estava no Atlético. Se eu puder fazer o mesmo com o Lucas, vou fazer da melhor maneira possível.Embora já tenha 35 anos, Fábio Santos é bem avaliado fisicamente. A comissão técnica acredita que ele poderá ser útil tanto na lateral quanto no meio-campo.


O lateral-esquerdo é o 11º reforço do Timão para a temporada. Antes dele, foram contratados Luan, Sidcley, Cantillo, Davó, Yony González (devolvido depois ao Benfica), Éderson, Jô, Léo Natel, Otero e Cazares.


Na verdade foi tudo muito rápido, eu já tinha visto algumas situações porque o contrato acabaria no final do ano. A liberação do Atlético-MG não seria fácil porque eu era importante principalmente para ajudar a meninada, é um grupo jovem, mesmo não sendo usado eu me sentia respeitado. Vendo essas possibilidades, o Duílio (Monteiro Alves, diretor de futebol afastado) entrou em contato comigo, falei para meu empresário tirar tudo da minha frente, porque era minha casa. Aqui é um lugar onde gosto de estar, conversei com Jorge Sampaoli e Alexandre Mattos, e muito por ter essa boa relação facilitaram minha saída, não tivemos problemas, é difícil dizer não para o Duílio, um cara que eu adoro, e para o Corinthians num momento como esse.

 

Trabalho com Mancini em 2019
– Tive o prazer de trabalhar com o Mancini no final do Campeonato Brasileiro de 2019 com o Galo, a gente vinha de momentos complicados, brigando lá embaixo na tabela. Mancini conseguiu implementar seu trabalho. Nesse momento tem muita gente que se esconde, que sente a pressão, e lá gente conseguiu superar os problemas e fazer um grande trabalho.


Referência com ídolo
– Eu tenho minhas conquistas, mas não me considero um ídolo. Me comparando a outros grandes jogadores que o Corinthians tem, fico até constrangido. É hora de cada um assumir responsabilidade, não ficar só nesses jogadores, explicar a todos a grandeza do Corinthians e trabalhar para sair desse momento, sabemos que temos capacidade de disputar coisas maiores no campeonato. Podemos passar esse otimismo e experiência que temos de Corinthians e carreira para buscar coisas maiores.


Cuidados com a parte física
– Sempre amei e amo muito o que faço, valorizo demais a cada treino, a cada jogo, a cada momento, nunca reclamei de concentração, de treinar, de viagem, amo fazer o que faço, ser atleta profissional, procuro desfrutar cada momento. Sempre procurei me cuidar, a profissão exige isso. Minhas últimas temporadas no Atlético-MG foram boas nesse sentido, foram quatro temporadas e meia disputando acima de 60% dos jogos. Isso fazia com que eu tivesse um cuidado maior, também fora do clube fazendo trabalhos específicos. Tem esse preconceito com jogadores que passaram do 30, mas o julgamento tem que ser em campo, lógico que precisa de cuidados especiais, mas me sinto bem fisicamente.


Pode estrear na quarta?
– Faz tempo que não jogo partidas seguidas, mas treinos e viagens eu vinha tendo normal, o quanto antes quero ajudar em campo. Isso agora é mais questão de contrato na CBF.
Chegada na crise
 
– Impossível não abraçar o projeto do Corinthians, poucas pessoas lembram que meu segundo jogo foi contra o Tolima (em 2011), estava um caos isso aqui. Mas graças a Deus fizemos historia. Isso não vai fazer as pessoas terem mais paciência comigo, sei que tenho que esquecer tudo e fazer nova história, sei da responsabilidade, da cobrança e estou num tesão do caramba para ajudar meus companheiros dentro de campo. É com esse espírito que estou encarando daqui para frente.


Recuperar a marca Corinthians
– É questão da entrega, da motivação e da raça, mas só isso não vence jogo, temos que ter uma equipe qualificada criando situações de gol. E sabendo dar um passo atrás se for preciso, como foi nos últimos anos. Precisa de qualidade, e acredito que o Mancini já vem trabalhando nisso.


Experiência com Sampaoli
– Já trabalhei com diversos treinadores e foi uma surpresa positiva trabalhar com o Sampaoli nesse momento. Ele trouxe coisas diferentes, trabalha com uma intensidade absurda, os laterais precisam atuar em mais de uma função. Esse ano pude jogar como zagueiro, volante, meia... Tudo isso acrescentou na parte tática e na parte técnica, são funções e movimentos diferentes, foi muito prazeroso trabalhar com ele. Falei isso nessa saída, agradeci pela experiência, hoje me sinto um jogador mais completo, não so como lateral, mas nas outras funções.



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