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Professor de história lançará livro Acerca da (Re) ocupação da Gleba Santa Idalina que deu origem ao município de Novo Horizonte do Sul

| IVINOTICIAS


Foto: Divulgação
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O professor Nelson de Lima Junior, natural da cidade de Ivinhema, Graduado em História pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Campus de Nova Andradina) e Mestre em História pela Universidade Federal da Grande Dourados, lançará no próximo dia 12 de dezembro às 19 horas na Câmara Municipal de Novo Horizonte do Sul, o livro intitulado “A GENTE VINHA CAMINHANDO, CAMINHANDO E AGORA ENCONTRAMOS O LUGAR DE PARAR”: OS BRASIGUAIOS NA (RE) OCUPAÇÃO DA GLEBA SANTA IDALINA E A RESSIGNIFICAÇÃO DA NOVA MORADA (1984-1986)”, resultado da sua dissertação de mestrado defendida em 2016 no PPGH-UFGD.

 

O conteúdo do livro tem como objetivo construir um estudo de caso acerca das trajetórias dos brasiguaios que (re) ocuparam a Gleba Santa Idalina em Ivinhema (MS), no ano de 1985. Procura-se fazer um mapeamento desses sujeitos fronteiriços, observando os motivos que influenciaram na ida para o Paraguai a partir da década de 1960 e, posteriormente, o retorno nos anos que se seguiram a 1980, quando passaram a ingressar nos movimentos de luta pela terra no Brasil. O recorte temporal da pesquisa privilegiou os anos entre 1984 e 1986, período que marcou o retorno dos brasiguaios e a (re) ocupação da Gleba Santa Idalina. Sabe-se que os brasiguaios que se deslocaram para a Santa Idalina vieram do Paraguai para a cidade fronteiriça sul matogrossense de Mundo Novo, onde ficaram acampados cerca de seis meses, vivendo na “cidade lona”, reivindicando um pedaço de chão. No ano de 1985, os mesmos se transferiram para uma área pertencente a Sociedade de Melhoramentos e Colonização (SOMECO S/A), conhecida como Gleba Santa Idalina, que já havia sido ocupada um ano antes por centenas de trabalhadores rurais sem-terra. A partir da (re) ocupação formou-se no local um novo acampamento que, em 1986, tornou-se o Assentamento Novo Horizonte, configurando-se como uma nova morada para os brasiguaios. O livro torna-se assim uma grande fonte de memória e história local.



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