Com tiro no peito, rapaz alega ser vítima de violência policial na saída de show, diz família


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O acadêmico de engenharia E.L.F.C, de 20 anos, que se envolveu em uma briga nas proximidades do Estádio Morenão nesta madrugada de domingo (27), diz que fugiu do local após ter sido vítima de violência por parte da polícia. Na fuga, com uma Dodge Ram, ele derrubou um policial que sofreu ferimentos leves.

Segundo o pai do estudante, o jovem levou um tiro de raspão no peito e continua na sede do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), para onde foi levado pelo próprio pai. Ele diz ter falado por telefone com o delegado. "Estou sem entender nada. Eu trouxe meu filho aqui porque ele levou um tiro de um policial à queima-roupa, mas agora ele está incomunicável aí dentro e ninguém me informa nada. Não sei se ele está detido", conta.

Policiais confirmaram que E.L.F.C. possui um ferimento de entrada e outro de saída no peito que aparenta ser de um projétil de arma de fogo. Mas não souberam informar se o jovem está detido. Um delegado estaria "ouvindo a versão do rapaz" no Garras.

"Eu só quero tirar meu filho daqui. Ele estava sangrando quando entrou, levou um tiro de um policial sem ser bandido e não sei porque ainda está lá dentro", desabafa a mãe do estudante. Além dos pais, está na sede do Garras um colega que estava com E.L.F.C. no momento do tiro e afirma ter sido agredido por outros policiais.

Ele conta que havia tirado o colega de uma festa onde o rapaz havia se envolvido em uma briga. Quando estavam na caminhonete para ir embora, o policial que supostamente teria disparado à queima-roupa contra E.L.F.C. teria abordado o motorista com violência. "Eles já chegaram colocando o cano na minha cara. Me tiraram do carro e me bateram, por isso o E. arrancou", relembra.

Embora outra delegacia estivesse atendendo as ocorrências da região onde o fato aconteceu, os policiais não souberam informar porque o jovem está sendo ouvido no Garras, que é uma unidade especializada da Polícia Civil. O policial que teria sido derrubado na confusão é lotado no Garras.

Sem exames

Segundo o pai do garoto, a família está aguardando para que seja feito o exame de corpo de delito no rapaz, que já foi atendido e medicado. Os ferimentos do tiro estão com curativos. "Até agora não me deixaram levar meu filho para fazer um exame de corpo de delito. Acusaram ele aqui no Garras de ter haxixe no carro, então eu quero o exame toxicológico, mas até agora nada", reclama.

Segundo a mãe, E.L.F.C. nunca se envolveu em confusões. "Eu entendo a reação do policial que caiu quando ele arrancou com o carro, mas quem levou um tiro aqui foi meu filho", diz.

 


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