Estrangeiras vítimas de acidente com ônibus estão abandonadas em hospital de Dourados


PUBLICIDADE

MIDIA MAX

Duas dinamarquesas que estavam no ônibus da Eucatur que capotou no trevo de acesso a Rio Brilhante na manhã desta quinta-feira estão praticamente abandonadas numa das enfermarias do Hospital da Vida em Dourados. Elas tiveram que dividir uma cama e reclamam da falta de atendimento de qualidade.

Sarah Gammelqaard Jenson, 25 anos e Katrine Hjorth Roesqaard, 26, são duas estudantes de arquitetura que resolveram conhecer o Brasil viajando de ônibus. Elas estão há mais de trinta dias no país e pretendiam ficar pelo menos três meses para cumprir um roteiro que incluía o Pantanal e a Amazônia.

Sarah teve leves ferimentos nas mãos e nos enquanto que Katrine além sofrer luxações no pé, quebrou a clavícula e terá que ser operada. As duas dinamarquesas tiveram a sorte de encontrar no hospital de Rio Brilhante, onde receberam os primeiros socorros as irmãs Renata e Camila Ceolin que falam com fluência o inglês.

As dinamarquesas passaram então a ser assistidas pelas irmãs Ceolin que são formadas em Direito e de forma voluntária estão servindo como interpretes de Sarah e Katrine, inclusive, fazendo contatos com a embaixada da Dinamarca no Brasil para facilitar o atendimento as estrangeiras.

Já as bolivianas Pamela Franco, e Patrícia Laicta, ambas de 40 anos de idade não tiveram a mesma sorte das dinamarquesas. Elas também estão à espera de uma transferência para um hospital particular onde possam ser melhores atendidas.

Pamela afirmou que estava passeando em Foz do Iguaçu (PR) e ainda não conseguiu manter contatos com seus parentes em Santa Cruz de La Sierra onde mora.

Os 13 passageiros do ônibus da Eucatur que ainda estão internados no Hospital da Vida aguardam desde ontem a transferência para o Hospital Evangélico onde poderão ser mais bem atendidos. Além das dinamarquesas outros pacientes foram obrigados a dividir leito ou dormi em cadeiras de fio.

O representante da empresa deve chegar a Dourados para resolver a situação conforme informou as dinamarquesas que mesmo diante da situação mantém o sorriso no rosto e a alegria. Elas dizem que se não fossem as duas irmãs de Rio Brilhante não saberiam o que fazer.

Sarah e Katrine falam pouco o português e a ajuda de Camila e Renata está sendo fundamental para a conversação com médicos e os demais pacientes e funcionários do hospital.
 




PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE