Em três meses, mais de 60 crianças e adolescentes já foram vítimas de abuso sexual


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De 1° de janeiro a 28 de março de 2011, o SOS Criança de Campo Grande, já recebeu 57 denúncias de crianças e adolescentes abusadas sexualmente, destas já são 61 vítimas. No mesmo período de 2010, foram 62 denúncias e 70 vítimas. A diferença nos números se dá, por que às vezes em uma denúncia, duas ou três crianças estão envolvidas.

Segundo a diretora do SOS Criança, Marli Tonete, as crianças com idade entre zero e 12 anos são as vítimas mais frequentes de abuso sexual. Nessa idade elas são mais frágeis e indefesas e geralmente não falam sobre o que acontece.

Já a partir dos 13 anos, os adolescentes conhecem mais sobre as leis e seus direitos, além disso, contam para amigos, professores ou os próprios pais, que acabam denunciando. Para Marli, os pais sempre devem estar atentos aos filhos, e manter uma relação aberta com muito diálogo, para que a criança se sinta a vontade para contar qualquer coisa que a esteja incomodando.

Ainda em meados de 2010 subiu o número de meninos abusados e de denúncias contra membros da família da própria criança, antes eram mais comuns casos de abusos feitos por pessoas fora da família.

Parentes próximos como pai, padrasto, tios, avós ou mesmo mães são os violadores de direitos mais frequentes dentro da família. Os pais devem permanecer em alerta para qualquer sinal diferente que as crianças apresentem, além disso, é importante manter uma relação de cumplicidade com a escola dos filhos, pois geralmente, é com os colegas de sala ou professores que as crianças costumam se abrir.

As denúncias chegam diretamente para o SOS criança que ouve os pais e as crianças e se comprovar o fato, encaminha o caso para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), e para o Conselho Tutelar, que é responsável por fazer um acompanhamento especializado com as crianças e adolescentes abusados.

Para Marli, o número de crianças e adolescentes abusados não tem crescido. Pelo contrário, está abaixando. Ela acredita que a divulgação do assunto entre a sociedade ajuda a evitar os casos.

Porém, ressalta que enquanto existir uma criança ou jovem abusado, o número ainda será alto. “Nós precisamos lutar para que nossas crianças tenham o direito de viver em tranquilidade e sem traumas”, destaca Marli.
 




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