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Santos faz 'força-tarefa', resolve pendências e foca no Barcelona por dívida relativa a Gabigol

Após acordos recentes, Peixe diminui problemas e afasta risco de punição da Fifa

| GLOBO ESPORTE


Prioridade por Gabigol é motivo de disputa entre Santos e Barcelona — Foto: Ivan Storti/Santos FC
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O Santos tem tentado, fora de campo, livrar-se de problemas financeiros que vinham atrapalhando o andamento do clube nos últimos anos. E tem conseguido. O foco agora é entrar em um acordo com o Barcelona, da Espanha, por causa de uma prioridade em negociações com Gabigol, mas o Peixe conseguiu tempo.


No último fim de semana, o Santos anunciou um acordo importante com a Doyen Sports para parcelar a última parte da dívida pela contratação do atacante Leandro Damião.

 

Antes, porém, a diretoria comandada pelo presidente Andres Rueda já tinha fechado outros acordos para aliviar a crise financeira do clube. Numa lista de "10 problemas sendo resolvidos pela atual gestão", só resta a dívida com o Barcelona, da Espanha.

 

O mais recente problema resolvido foi com a Doyen Sports. O Santos devia a última parcela do empréstimo feito pela empresa para o clube contratar Leandro Damião em 2013 – à época, o atacante do Internacional custou R$ 42 milhões.


Com juros e multa, a parcela que era de 5 milhões de euros e deveria ter sido quitada em 2019 passou para 15 milhões de euros. Por causa da dívida, o Santos teve contas bloqueadas no início de 2021. O clube entrou em um acordo para diminuir o valor em aberto para 8,25 milhões de euros a serem pagos até dezembro de 2023, quando se encerra o mandato de Andres Rueda.


Agora, o foco da diretoria do Santos é entrar em um acordo com o Barcelona. O Peixe precisa pagar 3 milhões de euros ao clube espanhol por não respeitar a prioridade adquirida pelo Barça para contratar Gabriel Barbosa, mas tem a "tranquilidade" de não correr mais risco de punição na Fifa – pelo menos por enquanto.


O acordo de preferência por Gabigol foi um dos contratos assinados por Santos e Barcelona em 2013, à mesma época da venda de Neymar. Qualquer oferta pelo jogador deveria ser enviada aos catalães, que tinham até três dias para responder se havia interesse em igualar os valores. Em agosto de 2016, o atacante foi negociado com a Inter de Milão.

 

Outras dívidas recentes, como a com o Hamburgo, da Alemanha, pela contratação de Cleber Reis, custaram até proibições de contratar novos jogadores. O Barcelona, porém, comunicou à Fifa que negocia um acordo com o Santos, tirando, assim, o risco de uma nova punição enquanto as conversas se desenrolam.


O Santos, então, trata o caso com cautela e tem esperado, também, respostas do Barcelona.


Enquanto isso, o clube "comemora" vitórias em casos que tiravam o sono dos

torcedores: 

Dívida com o Hamburgo, da Alemanha: o Santos foi punido pela Fifa por não pagar o clube alemão pela contratação do zagueiro Cleber Reis, em 2017. No fim de 2020, em negociações lideradas por Andres Rueda, Walter Schalka e o então presidente Orlando Rollo, o Peixe se comprometeu a pagar 2,5 milhões de euros à vista (cerca de R$ 16,45 milhões) e mais três parcelas de 200 mil euros (cerca de R$ 1,3 milhão).
Dívida com o Atlético Nacional, da Colômbia: o Santos não tinha pagado pela contratação do zagueiro Felipe Aguilar, em 2019, e devia cerca de R$ 4 milhões. Em janeiro deste ano, encerrou a dívida e o processo que estava na Fifa.


Dívida com o Club Brugge, da Bélgica: o Santos fez um acordo ainda em 2020 para pagar cerca de 250 mil euros pela contratação de Luan Peres. O clube corria riscos de ser punido novamente pela Fifa com a proibição de contratar jogadores, mas honrou os pagamentos em 2021.


Dívida com o Huachipato, do Chile: o Santos contratou Soteldo em 2019 por 3,5 milhões de dólares (quase R$ 20 milhões, na cotação atual), mas não havia pagado nada até vender o jogador, já em 2021. Quando acertou a transferência para o Toronto FC, do Canadá, o Peixe também chegou a um acordo com os chilenos para parcelar a dívida e retirar o processo da Fifa.


Dívida com o Krasnodar, da Rússia: o Santos anunciou no fim de junho que havia chegado a um acordo com o clube russo para parcelar uma dívida referente à contratação de Cueva, evitando outra punição da Fifa. Em 2019, na antiga gestão do presidente José Carlos Peres, o Santos contratou Cueva por US$ 7 milhões (cerca de R$ 35 milhões, na cotação atual), mas até o momento não havia pagado um centavo sequer. As parcelas vão até o fim de 2023.


Dívida com o empresário Giuliano Bertolucci: o Santos também teve de negociar com o renomado empresário, que cuida da carreira de Kaio Jorge e Sandry. Uma dívida antiga com o agente estava entre as negociações e foi parcelada.

 

Bertolucci deu seis meses de carência ao clube e aceitou receber todo o valor até o fim da gestão do presidente Andres Rueda.
Dívidas trabalhistas e tributárias: os valores em aberto foram parcelados.



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