Réu de assalto à banco é condenado oito anos de prisão


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O juiz titular da Comarca de Anaurilândia, Rodrigo Pedrini Marcos, condenou A.A.L. a mais de oito anos, em regime inicialmente fechado, e 82 dias-multa, em razão do furto de dois revólveres e da tentativa de furto à agência do Banco do Brasil de Anaurilândia. Os crimes aconteceram na madrugada do dia 17 de maio de 2010.

Consta na denúncia que acusado e comparsa escalaram o prédio da agência, destruíram parte do telhado e do forro e furtaram os revólveres e cartuchos. Em seguida, utilizaram um "pé de cabra" para arrombar uma porta lateral. Os dois ainda tentaram pegar os valores que estavam no cofre e só pararam com a chegada de policiais. Ao perceberem que foram descobertos, os dois fugiram levando apenas as armas e os cartuchos.

Durante a fuga, A.A.L. caiu do telhado próximo a um policial e foi preso em flagrante, mas o comparsa conseguiu fugir. Em outubro de 2010, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça de MS, mas os desembargadores da 1ª Turma Criminal denegaram a ordem.

Quanto ao roubo das armas e munição, o réu negou a autoria do crime, alegando que não poderia ter praticado o furto, visto que foi preso em flagrante sem elas.

Após dois meses da tentativa de furto, as armas e munições foram encontradas no fundo do terreno em que se localiza a agência bancária, dentro de uma caixa de concreto em que fica a fiação elétrica. A defesa então argumentou que o furto das armas e munições não se consumou, pois as armas não saíram da esfera de vigilância da vítima. No entanto, referido argumento não foi aceito na sentença que considerou o crime consumado, uma vez que a vítima ficou sem disponibilidade dos bens pelo período mencionado.

Ainda segundo a sentença, a versão apresentada pelo acusado de que juntamente com um conhecido seu, para o qual se recusou a fornecer a identidade, saíram de Presidente Prudente (SP) de moto, às dez horas da noite do dia 16.05.10 e percorreram mais de 300 km, passando por diversas cidades para chegarem a Anaurilândia e, por impulso, resolveram furtar a agência local do Banco do Brasil se mostra fraca e parece intencionalmente preparada, com a finalidade amenizar os crimes graves por ele cometidos.

No entender do juiz, as condições em que se deram a conduta criminosa, bem como as circunstâncias que envolveram o fato, são indicativas do crime em questão. O acusado tinha outra condenação por furto a banco na cidade de Regente Feijó (SP) e cumpria pena em Presidente Prudente (SP).
 




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