NA MIRA DO EVANGELHO: Casamento x Divórcio


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IVINOTICIAS/L.E.C.

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Já ouviram aquele ditado: Quem pensa não casa, quem casa não pensa.

 

Então, essa é realidade de hoje.

 

De todos os lados podemos ver reclamações de quem fala que o casamento não esta fácil, que vai se divorciar, ou que a vida de casado é coisa de doido.

 

Duas pessoas estranhas, com criações diferentes, pensamentos opostos, e morando no mesmo teto?

 

É, até parece coisa de doido mesmo.

 

Mas a questão é que estamos num mundo moderno, onde os valores e cultura foram sendo alterados com a grande introdução do capitalismo e o consumo em massa. Também estamos diante de uma sociedade que de grosso modo falando, parece uma “salada de frutas”, tudo junto e misturado. É um povo que vive um larga e volta toda hora, uma galera que já passou por três, quatro e ate cinco casamentos ou mais.

 

Hoje o pessoal esta ate desanimando de casar, só estão juntando os “panos” mesmo e “bola pra frente”, porque a expectativa de ficarem juntos é muito relativa. A sensação que temos é que o casamento se tornou algo superficial e descartável, um mau negócio na sociedade atual, até porque como falamos o mundo está sob a ótica do consumo. Então, casamento e filhos parecem representar apenas despesas e se não der lucro, logo se torna cansativo, e prejuízos devem ser descartados.

 

Só que a dificuldade maior é que no meio disso tudo quem sofre são as crianças.

 

Mas o que faz com que o casamento seja tão complicado?

 

Ora, entender isso não é uma tarefa simples.

 

Primeiro temos que analisar uma serie de fatores que são relevantes para duas pessoas formarem uma família.

 

Saindo da mentalidade fantasiosa de um casamento apenas romântico, estilo dos filmes e séries que assistimos, devemos deixar de lado um pouco o emocional e tratar o relacionamento também como racional, entendendo que além do companheirismo que se forma com o passar dos anos, existem as questões lógicas e estatísticas que podem determinar o destino de um casal. Como por exemplo: A cultura, os familiares, a idade, a diferença social, a religião, a profissão, os objetivos de vida, a personalidade, as prioridades, a sexualidade, e outros.

 

Esses fatores influenciam de forma relativamente alta o sucesso ou o fracasso da relação.

 

Pensar em casamento é entender também que mesmo com as emoções ele não deixa de ser um contrato, como um negócio comercial vamos dizer assim, porque de certa forma os dois formam uma sociedade de pessoas diferentes se ajuntando para um bem em comum.

 

Muitos casamentos se complicam por não estudarem esses fatores antes de firmarem compromisso. Então, insistem e vão se “enroscando” e acabam por se conhecerem depois de um tempo dentro da relação, quando tudo já esta desgastado.

 

Agora para dar certo devemos ser honestos com nós mesmos e com o outro, porque se não é impossível manter uma relação no mínimo pacífica. A verdade é que se exigem dos dois lados direitos e deveres, que devem ser apresentados com antecedência para que ambos possam decidir com clareza se realmente é viável começar ou ficar na relação. Quanto mais claro no início for um com o outro, melhor. E falando de uma forma mais objetiva ainda, tem que ser realista com firmeza, para que ninguém fique na relação ou saia dela com a sensação de que tomou um prejuízo. Por isso a observação no tempo de namoro é essencial antes de firmar compromisso. Tem que se ficar atento aos sinais.    

 

Existem também alguns casos de pessoas que possuem uma sexualidade indefinida, devido a fatores da vida ou simplesmente por estarem realmente indefinidas ainda, mas mesmo assim vão lá e casam por sentirem uma obrigação social ou religiosa. Isso é um problema grave devido à proporção que isso leva nos envolvidos com a relação, e geralmente termina num desfecho infeliz.

 

Casamento é uma decisão muito séria, e mais sério ainda são os filhos, porque vão carregar por toda a vida os reflexos da relação dos pais. Tem pessoas que não pensam e vivem por aí pior que um animal. Os pássaros alimentam os filhotes e ensinam eles a voar, as leoas amamentam suas crias e ensinam a caçar, até os crocodilos põem suas crias na boca e levam até a água. No entanto, infelizmente podemos ver um monte de crianças abandonadas física e psicologicamente na sociedade. Quando ainda tem os avós, ou alguém da família que ajuda, ameniza o problema. Mas muitos nem isso têm, são lares desestruturados, violentos, faltando às necessidades básicas, homens que abandonam os filhos por causa de outra mulher e não querem nem saber, mães que vivem em festas e os filhos vivem a própria sorte, e ainda pessoas que preferem ostentar na sociedade ao invés de educar os próprios filhos.

Vivemos hoje com um alto numero de divórcios nos casamentos. Temos a impressão que a cada dia mais os casamentos estão durando menos.  Entender o divórcio não é uma tarefa fácil, pois se trata de um assunto muito complexo que envolve muitas questões pessoais.

 

Ora, todos sabem que a Bíblia não é favorável quando o assunto é divórcio.

 

Entretanto, mesmo assim, o divórcio sempre existiu independente da cultura ou religião.

 

Mas como interpretar o divórcio segundo as escrituras bíblicas?

 

Com o tempo aprendi que nos textos bíblicos quase toda regra tem uma exceção, principalmente quando falamos em relações humanas. Então, vamos primeiramente tentar entender um pouco da filosofia de Jesus, para que possamos aprender o que significa as exceções nas regras bíblicas.

 

Veja o texto abaixo:

 

“E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto, redargüidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” João 8:3-11

 

Nesse texto podemos observar que a lei de Moisés ao qual regia os judeus naquele tempo, mandava apedrejar a mulher que fosse pega no ato de adultério. A regra era clara e objetiva: morte por apedrejamento.

 

Mas por que Jesus não cumpriu a lei?

 

Ele abriu uma exceção.

 

Quando Jesus disse a eles: “Aquele que entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.”

 

Todos que estavam ali eram pecadores e sabiam disso. Se duvidar já tinham desejado aquela mulher diversas vezes ou até mesmo saído com ela.

 

Então, segundo aquela palavra, tiveram que deixar a mulher em paz.

 

Jesus lhe disse: “Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.”

 

Jesus fez que todos se desfizessem das máscaras da hipocrisia e se colocassem no lugar daquela mulher, fazendo o ser humano ser valorizado acima da lei, mostrando o dever de ter empatia e misericórdia com o próximo.

 

Jesus disse a mulher: “não peques mais”.

 

O que ele estava mostrando a ela era: Não transforme o pecado em regra pra sua vida, que isso seja uma exceção.

 

Deus olha as pessoas com uma ótica bem diferente da nossa. Aquela mulher realmente tinha quebrado a lei, e era culpada segundo a lei mosaica. Porém ela podia ter um motivo, talvez aquela mulher fosse maltratada pelo marido ou mesmo já tinha visto ele em adultério. Tem muitos homens que são religiosos e estão desesperados para se divorciar, como acontecia muito naquela época.  Então, maltratam a esposa sem piedade para que ela fique desmunida de afeto e venha cometer alguma imoralidade, para que ele assim seja "justificado" perante a sociedade e perante o religioso, saindo como vítima e não vitimizador. Em países islâmicos, alguns maridos maltratam suas esposas e depois contratam um homem para seduzi-las, e assim diante da sociedade ele fica moralmente certo. Poderia ser o caso dessa mulher relatada em João capítulo 8.

 

Um exemplo de exceção da lei muito importante é um dos provérbios de Salomão:

 

“Não se injuria o ladrão, quando rouba para comer, tendo fome; No entanto pego, pagará sete vezes mais. Provérbios 6:31”

 

Nesse texto podemos ver que o sábio diz que não se deve punir severamente o que rouba para comer, porque vai morrer de fome, no entanto terá de pagar, e com juros.

 

Um outro exemplo disso foi o rei Davi que entrou no templo e roubou os pães sagrados e comeu e deu aos seus soldados, e Deus o aprovou. Jesus citou isso de exemplo:

 

“Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes.” Mateus 12:3-7

 

Aqui esta a filosofia de Jesus: “Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes.”

 

Para Jesus o pecado era muito mais íntimo que somente físico, veja:

 

“Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para cobiçá-la, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5:28

 

O Jesus diz é que o adultério começa no pensamento.

 

Agora que entendemos um pouco da filosofia de Jesus e o que significa exceções, vamos adiante.

 

O divórcio em si é algo que não agrada a Deus. Ele fez o homem e a mulher para ficarem juntos e constituírem uma família, assim como instrui um dos ensinamentos mais antigos:

 

 “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” Gênesis 2:24

 

Podemos ver quantos casos existem de separações onde os filhos sofrem psicologicamente com a falta do pai ou da mãe, além de outros problemas como o de encarar uma nova convivência com padrastos. Não são todos os casos, mas quantos ouvimos de padrastos que abusam de enteados fisicamente, mentalmente e até sexualmente. Geralmente na separação os casais ficam em guerra, entram as questões das divisões de bens, pensões, e as famílias se envolvem às vezes de forma negativa. Tudo isso pode contribuir para a formação de pessoas com problemas nos relacionamentos sociais e afetivos.

 

Nas escrituras bíblicas podemos observar várias histórias de desiquilíbrio familiar. Exemplo o rei Davi que tinha se casado com várias mulheres e tinha filhos com cada uma delas, além de que seu sucessor veio de uma relação adúltera e conspiratória. Foi uma historia de grandes conflitos, ódio, vingança, disputa e mortes. Se lhe interessar ler, confira a história de Davi no Livro de 1º e 2º Samuel.

Outro exemplo de sofrimento foi Jacó que enfrentava grandes contentas por se casar com duas mulheres, Lia e Raquel. Também Elcana, pai do profeta Samuel, teve duas mulheres e Ana sofria preconceito, pois não podia ter filhos, o mesmo caso de Jacó. Já Abraão, engravidou uma funcionária e trouxe grande aflição para sua casa. (Livro de Gênesis)

 

Devemos entender também que não há garantias de sucesso para os cumpridores do mandamento. Adão e Eva, por exemplo, foram o primeiro casal mencionado na Bíblia. No entanto, mesmo não havendo divórcio entre eles, um de seus filhos com o nome de Caim, matou seu irmão Abel. (Gênesis 4)

 

O grande profeta Moisés, que recebeu as tábuas da lei escritas pelo próprio Deus, permitiu ao homem separar-se de sua mulher através de uma carta de divórcio. Mas Jesus lhes ensinou o mandamento original, dizendo:

 

 “E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher? Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés? E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento; Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. E em casa tornaram os discípulos a interrogá-lo acerca disto mesmo. E ele lhes disse: Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera contra ela. E, se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera.” Marcos 10:2-12

 

Para os seguidores do cristianismo em geral, o casamento deve ser monogâmico e o divórcio não é permitido, a não ser por motivo de adultério. Jesus disse que Moisés permitiu a carta de divórcio por causa da dureza mental que o homem carrega em seu coração. Mas explica que no início Deus não fez assim, e nos mostra que essa regra da autorização do divórcio era regra de homem e não de Deus.

 

Deus disse que a mulher seria voltada ao seu marido, mas vemos que o homem tem dificuldade em ter um coração amoroso.

“...com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.” Gênesis 3:16

 

No reino animal são poucos que mantém um só parceiro, vemos que não a muita piedade para as fêmeas. Em muitos casos os machos matam os filhotes que não são seus para poder procriar novamente. Nós também temos um corpo animal e cheios de hormônios. Estudos mostram que o homem tem de sete a oito vezes mais o hormônio testosterona do que as mulheres. Nos homens esse hormônio é responsável por definir a virilidade, os fazem ficar mais fortes, peludos e completam assim a sua natureza masculina que se inicia no período da puberdade. Talvez por isso os ensinos bíblicos repitam várias vezes que devemos controlar os desejos de nossa natureza, ou seja, os desejos animais que fazem parte de nós.

 

A maioria das mulheres tem uma natureza mais mansa do que propriamente os homens, são menos impulsivas, além de que a cultura sempre favoreceu a brutalidade quando se trata do sexo masculino. O homem geralmente olha a beleza e a aparência como reflexo de sua impulsividade. Nas histórias antigas, como exemplo a de Ester (que esta também situada na bíblia), as mulheres se embelezavam ao máximo para agradarem a vista dos reis e serem escolhidas para casamento.

 

“Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, sabendo que são a parte mais frágil...” 1 Pedro 3.7

 

A grande maioria dos casamentos termina por infidelidade de um dos cônjuges ou ambos. Muitos casamentos acabam devido às naturezas impulsivas e violentas dos homens, outros por começarem muito cedo e sofrem demais os desgastes das imaturidades e dos desafios das conquistas cotidianas. Existem aqueles que têm de tudo e não sofreram um pouco para unirem-se e perceberem o valor um do outro na relação. Ainda outros que se preocupam tanto com dinheiro, que quando ele vem o amor já foi embora há muito tempo. Existem também os que acabam por um dos cônjuges já ter filhos e assim gerando atritos na relação. Também existem aqueles que são incompatíveis nas suas personalidades, e tudo gera motivo de contenda. Outros terminam devido às intromissões dos familiares do casal. E ainda mais, existem os que se esquecem de que a vida de casado exige renúncias, e logo querem voltar à vida de solteiro, e o fim da relação acontece prematuramente. Muitos ainda se divorciam por causa da religião oposta de ambos, e outros ainda porque um dos cônjuges não gosta de trabalhar para ajudar nas contas da casa.

 

São diversos os casos, e muitos que na verdade se casaram no papel, mas nunca se casaram no coração.

 

Os discípulos de Jesus após ouvirem o seu discurso a respeito do casamento, logo se assustaram.

 

“Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.” Mt 19:10.

 

Logo que ouviram o discurso de Jesus em relação a este assunto, eles acharam difícil manter um casamento. O divórcio era uma opção mais fácil.

 

Quando Jesus começou a falar de divórcio, devemos entender que naquela época era muito diferente de hoje. O divórcio era um repudio na verdade. A palavra repudiar, original do texto bíblico, quer dizer: “Abandonar, recusar, desamparar”.

 

Proibindo o divórcio em seus ensinamentos, Jesus começa a resgatar o direito da mulher, iniciando uma nova cultura. A mulher era completamente desvalorizada naquela época. Um repudio significava ser expulsa de casa sem direito a nada. Hoje por outro lado temos pensões, divisões de bens, que já é um grande avanço.

 

A partir daquele momento os seguidores de Jesus não podiam se separar de suas mulheres por qualquer motivo, e deveriam ter apenas uma só e não muitas, como Paulo mesmo escreve:

 

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher...” 1 Timóteo 3:2

 

“Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher...” Tito 1:6

 

Na Bíblia podemos observar que Deus respeita muito o matrimônio. Vejamos:

 

“Ainda fazeis isto outra vez, cobrindo o altar do Senhor de lágrimas, com choro e com gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão. E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança. E não fez ele somente um, ainda que lhe sobrava o espírito? E por que somente um? Ele buscava uma descendência piedosa para Deus. Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o Senhor, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.”  Malaquias 2:13-16

 

O texto usa o termo mulher da sua mocidade, que quer dizer mulher da sua juventude. Veja que Deus reage duramente ao desamparo do homem em relação à mulher. Ele diz que odeia o repúdio, do qual Jesus também falou, e também diz que busca do homem uma descendência piedosa.

 

A família pai e mãe é a primeira ligação dos filhos com o mundo, e essa união piedosa é a estrutura que eles precisam para se prepararem e receberem apoio para o que os aguarda na vida. 

 

O caminho do infiel é loucura, como diz na Bíblia:

 

“Assim, o que adultera com uma mulher é falto de entendimento; aquele que faz isso destrói a sua alma.” Provérbios 6:32

 

“Para te guardarem da mulher vil, e das lisonjas da estranha. Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas aos seus olhos. Porque por causa duma prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça da alma preciosa. Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim ficará o que entrar à mulher do seu próximo; não será inocente todo aquele que a tocar.” Provérbios 6:24-29

 

Além da natureza do homem, existe também outro fator que pode finalizar um casamento: Uma mulher briguenta.

Diz Salomão em Provérbios 30:21-23, que quando uma mulher dessas acha casamento, a terra não suporta:

 

Por três coisas se alvoroça a terra; e por quatro que não pode suportar:

 

1 - Pelo servo, quando reina;

2-  Pelo tolo, quando vive na fartura;

3- Pela mulher odiosa, quando é casada;

4- Pela serva, quando fica herdeira da sua senhora.

 

“Uma goteira indesejada em dia de grande chuva, e a mulher briguenta, uma e outra são semelhantes.”

Provérbios 27:15

 

A mulher odiosa de que o texto fala, é uma mulher briguenta e sempre cheia de veneno, que ainda assim arruma casamento e inferniza o homem e quem está ao redor. Um exemplo disso foi Jezabel, mulher de Acabe, um dos reis de Israel. Nem o profeta Elias com todo aquele poder á suportou. Com o seu espírito exaltado, controlador e manipulador, ela trouxe a ruína para todos a sua volta. (ler 1º livro de Reis A.T.)

 

Por isso podemos ver que casamento é algo muito sério pra sair por aí fazendo de qualquer jeito. A escolha do parceiro (a) é muito importante antes de firmar compromisso.

 

CONCLUSÃO

 

Está escrito:

 

“Deus diz: Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” Amós 3:3       

 

Não tem como, não é?

 

Nem Deus quer que as pessoas fiquem juntas sem acordo.

 

Deus é de paz.

 

Se Deus quer paz, como podem dois viverem juntos em guerra?

 

Hoje em dia está difícil de encontrar gente boa.

 

Então, se você é solteiro (a), pense bem antes para não enroscar-se em algum B.O. por aí. Caso for casado (a), antes de pensar em divórcio, avalie, reavalie, verifique se não está sendo feito tempestade num copo d'água. Olhe se não é apenas uma bobagem imatura, dialogue primeiro, para que não seja uma ação desnecessária que possa gerar muitas dores a todos da família.

Divórcio é o ultimo recurso, que só deve ser usado quando realmente o tempo provou que não á mais esperanças, para que os corpos se separando sejam preservadas as almas.

 

Não devemos julgar, pois o juízo pertence a Deus e cada pessoa tem a sua história. No entanto não podemos ser liberais, pois assim o casamento se torna banal, como vêm acontecendo hoje em dia. Para aqueles que querem seguir o evangelho de Jesus Cristo, fica a dica: “Misericórdia quero, e não sacrifício.”

 

E assim como vimos no início, toda regra tem exceção, mas não devemos viver de exceções.

 

“O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente.” Naum 1:3

 

“Honrado seja entre todos o casamento e a pureza da família; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.” Hebreus 13:4


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