Scarpa desabafa: 'Tem hora que é chato ser sempre o escolhido para se sacrificar'


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GAZETA ESPORTIVA

Uma das marcas de Gustavo Scarpa no Palmeiras é sua polivalência. O jogador já foi utilizado nas mais diversas funções em campo, mas tem uma preferência clara: atuar centralizado, como meia. De acordo com o camisa 14, ser deslocado constantemente é desgastante.

 

Scarpa atua como camisa 10 apenas quando Raphael Veiga não está em campo. O jogador sempre teve uma comunicação bastante franca com Abel Ferreira, externando sua predileção.

"Eu já tive essa conversa com o Abel, porque até com ele, como com os treinadores anteriores, eu sofri um pouco com isso. Pô, tá faltando alguém em alguma posição, coloca o Scarpa. Isso tanto em treino quanto em jogo. Isso começou a me deixar um pouco irritado. Já não estava gostando tanto. Chegou uma hora em que me posicionei. Falei: 'Professor, quero jogar na minha posição'. 'Ah, agora não dá, a partir do ano que vem'. E aí foi quando ele me deu oportunidade na meia", disse Scarpa em entrevista ao GE.

"Mas é o que o Abel fala às vezes: não é o que a gente quer, é o que o grupo precisa, e alguns precisam se sacrificar. Só que tem hora que é chato, né, mano, ser sempre você o escolhido para se sacrificar", completou.

Scarpa iniciou a temporada como titular, mas chegou a perder sua vaga para Gabriel Veron. O próprio meia reconhece que o jovem atacante rende melhor na ponta.

"Eu me posicionei sobre essa questão acho que desde o ano passado. Óbvio, você vai colocar o Scarpa ou vai colocar o (Gabriel) Veron como ponta se você quiser um time mais rápido? É injusto comigo me colocar de ponta. Agora, eu e ele na meia, eu sou mais eu, entende? Mas eu ou ele de ponta? Pô, o moleque é um fenômeno, sou mil vezes ele como ponta", falou o camisa 14.

Scarpa tem futuro incerto no Palmeiras, visto que seu contrato com o clube é válido apenas até o final deste. O meia não esconde que tem vontade de jogar no futebol europeu.

"Não tem como não colocar na balança a qualidade de vida num país europeu. Eu penso muito nisso também. É a questão profissional e também de... mano, ter essa experiência longe do país. Acho que estou na idade certa, sabe? Quero viver isso enquanto sou jovem. Não queria esperar até 40, 50 anos para viver em outro país. E sei lá, queria conhecer outra cultura", finalizou.

Com a vitória sobre o Santos, no último final de semana, o Palmeiras assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, com 15 pontos. O time comandado por Abel volta a campo no próximo domingo, contra o Atlético-MG, no Allianz Parque, às 16h (de Brasília), pela nona rodada.


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