Em MS, garoto de dez anos muda a versão e diz que foi vítima de abuso


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TV MORENA

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) espera o resultado do exame de corpo de delito e o depoimento de mais testemunhas para saber se um garoto de dez anos foi vítima de abuso sexual no bairro Flanboyant, em Campo Grande. Desde quinta-feira (2), quando o crime teria ocorrido, a criança já mudou a versão dos fatos três vezes.

Na primeira versão, horas depois do suposto crime, o menino afirmou que foi suspenso da escola por desentendimento com um colega. Ele não contou para mãe, foi para a colégio e ficou do lado de fora. Segundo ele, nesse período foi abusado sexualmente por dois pedreiros de uma construção próximo à escola.

No dia seguinte, a vítima desmentiu a história na 5ª Delegacia de Polícia Civil e disse que inventou o estupro para não sofrer represálias em casa. No mesmo dia, na Depca, o estudante voltou a afirmar que foi estuprado e que havia mentido com medo de sofrer humilhações na escola.

A titular da Depca, delegada Regina Márcia Rodrigues, conta que é comum crianças, depois de um trauma, inventarem versões. "É muito comum que fale uma coisa em casa e chega na polícia dá uma segunda versão. Às vezes, a gente consegue ter todas as informações corretas de fato, como realmente aconteceu, após uma terceira ou quarta entrevista", explica a delegada.

Os dois homens suspeitos chegaram a ser presos. Eles negaram o crime, forneceram material genético para exame pericial e foram liberados por falta de provas.

No dia do suposto crime, a criança passou por exame de corpo de delito. O laudo deve ficar pronto em dez dias. De acordo com a delegada responsável pelo caso, o resultado vai revelar se a história contada pelo estudante é ou não verdadeira.

Ninguém da escola quis comentar o assunto e a família do menino também preferiu não gravar entrevista.

 


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