'Ladrão do chinelo' invade empresa e dá prejuízo de 100 mil


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DOURADOSNEWS / DA REDAçãO

Registros dos chinelos abandonados no local do furto e do suspeito usando o calçado durante a oberdagem - Crédito: Divulgação
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A loja de um empresário de 37 anos, ainda nem abriu e já foi alvo seis vezes, do mesmo suspeito, nos últimos 30 dias. O prejuízo foi de R$ 100 mil. A futura distribuidora de óleos lubrificantes deverá funcionar na rua Gunter Hans, 1589, Bairro Guanandi, em Campo Grande. O criminoso já deixou o chinelo no prédio em três ocasiões.

O proprietário realizou uma reforma no local desde novembro do ano passado. Após o fim das obras, a empresa seguiu fechada, aguardando as licenças de funcionamento. A ausência de pessoas no imóvel atraiu um ladrão conhecido da região.

“Os primeiros furtos foram pedaços de fio de energia. A polícia científica identificou que são duas digitais diferentes. Eles entraram e picotaram a fiação aos poucos. No quarto furto, levaram dois bolos de fios que estavam guardados para refazer os locais que foram furtados e terminar outros, no valor de R$ 40 mil”, lamenta.

Em cada uma das ‘visitas indesejadas’ o bandido deixava um lado do calçado. O empresário não mexia no chinelo, que voltava a sumir e aparecer nos episódios seguintes. “Uma hora era um lado do chinelo. Depois sumia. Outra hora era o outro. Agora ele deixou o par. É o mesmo calçado do momento da abordagem de um policial na região”.

No quinto furto, os criminosos levaram dez computadores, que custavam R$ 4 mil cada. “Eu reforcei a segurança das portas e janelas, mas no domingo eles entraram pelo telhado. Quebraram mais coisas, levaram toda a fiação instalada no prédio, furtaram uma escada e tentaram arrastar luminárias. Foi quando meu vizinho abordou ele”.

Nas imagens é possível ver que o homem estava retornando ao prédio para fazer mais um ‘viagem’ de furtos, quando um motorista em um Toyota Corolla, presencia o indivíduo cometendo o crime. 

“Virou festa o negócio. O pior que eu sei quem é. O cara tem 47 passagens pela polícia, que vai de violência doméstica, roubo qualificado, roubo a mão, entre outros. Mas ainda está na rua. Isso é culpa do Judiciário. Porque um cara que tem 32 anos e tem passagens desde quando era menor, continua solto?”, questiona.

O empresário afirma que registrou apenas três boletins de ocorrências. 'Eu desisti. Porque não vai acontecer nada. A última vez tentei ser atendido na delegacia e tinha umas 20 pessoas na minha frente. Eu fui embora, porque só ia ter mais um papel'.


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