Deodápolis
DEODÁPOLIS: Desembargadores mantêm prisão de homem acusado de matar patrão
A defesa de Ângelo Gabriel Pereira França teve o habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul
JD1 NOTíCIAS
Por unanimidade, desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negaram pedido de liberdade a Ângelo Gabriel Pereira França, de 55 anos, acusado de matar o patrão, Vilson José Tondato, de 65 anos, no dia 28 de abril, no Sítio Jardim do Éden, em Deodápolis.
O desembargador relator Jairo Roberto de Quadros destacou que o pedido baseia-se na alegação de legítima defesa, mas ressaltou que essa tese depende de análise mais aprofundada, com produção de provas, o que não é possível na via do habeas corpus. Segundo ele, existem elementos que indicam o contrário do alegado, tornando inviável a concessão da liberdade neste momento.
O magistrado explicou que a análise do pedido deve se limitar à verificação da legalidade da prisão preventiva com base nos elementos já disponíveis, sem aprofundar o exame das provas. “A decisão sobre a prisão deve considerar a periculosidade do agente, a gravidade da conduta e a necessidade de proteção à ordem pública”, afirmou.
Ainda conforme o desembargador, o caso apresenta gravidade concreta que justifica a manutenção da prisão. Além disso, a dinâmica dos fatos e as circunstâncias apontam para risco à segurança social, reforçando a necessidade da custódia cautelar.
O relator também lembrou que, apesar do réu ter condenação anterior sem registro recente, a prisão preventiva não se baseia apenas nisso, mas sim na garantia da ordem pública para evitar a repetição de crimes.
Por fim, foi ressaltado que as condições pessoais favoráveis do acusado não são suficientes para justificar a revogação da prisão, conforme entendimento das cortes superiores.
Diante do exposto, o pedido de habeas corpus foi conhecido parcialmente e negado por unanimidade pelos desembargadores do TJMS. A defesa pode recorrer ao STJ.










