Furadeira é usada em cirurgias no Hospital de Trauma, diz médico


PUBLICIDADE

O médico e membro da associação dos médicos da Paraíba, Ronald Farias, disse nesta segunda-feira (5) que o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, localizado em João Pessoa estaria usando uma furadeira comum para realizar cirurgias cranianas. O aparelho normalmente usado para realizar este tipo de cirurgias, conhecido como craniótomo, está quebrado. O hospital é gerenciado pela Cruz Vermelha.

A afirmação foi feita em uma entrevista à Rede Paraíba de Comunicação, da qual fazem parte o G1 Paraíba, TV Cabo Branco e TV Paraíba, durante uma sessão especial na Câmara Municipal de João Pessoa que discutia a saúde na capital. O hospital, que é o maior do estado, é referência em situações de emergência e recebe pacientes vindos de cidades do interior e até dos estados vizinhos.

Segundo o médico, esse aparelho serve para abrir o crânio e de acordo com ele, com o craniótomo é possível realizar o procedimento em 10 minutos e sem o aparelho este mesmo procedimento dura cerca de uma hora e pode ser prejudicial ao paciente. O médico afirmou que este aparelho está quebrado e que precisa ser rapidamente consertado.

O médico ainda aproveitou o momento para criticar a atual gestão do hospital, que foi terceirizada pelo Estado e está sob administração da Cruz Vermelha desde 6 de julho. Segundo ele, o simples fato de mudar apenas a gestão estatal para a gestão privada não vai resolver os problemas do local. ?Existem vários outros fatores que precisam ser melhorados na atual situação, então a gente entende que o melhor posicionamento para resolver isso seria a criação da empresa paraibana de hospitais?, completou.

Então, esse aparelho é apenas um assunto do todo, porque quando você privativa a saúde não há interesse maior dos empresários em querer resolver os problemas. Porque quanto mais economia tiver, mais lucros eles vão obter. Então o nosso questionamento é justamente esse de que a gestão na saúde pública é prejudicial?, afirmou Ronald.

Resposta

De acordo com nota enviada pela Cruz Vermelha, ?os craniotomos estão quebrados há mais de um ano, já foram consertados e voltaram a não funcionar ? situação esta, inclusive, anterior ao início da gestão Cruz Vermelha?. Através da nota, a entidade garante que já estavam previstos para a próxima leva de manutenção, esta semana, que caso não apresentem condições para aproveitamento, será providenciada a compra de novos equipamentos.


Nos siga no




PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE