Chuvas de junho ficaram 50% abaixo do mínimo esperado


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CG NEWS

O mês de junho foi um dos mais secos nos últimos, de acordo com boletim emitido nesta terça-feira pelo Inmet (Instituto Nacional de Metereologia). A quantidade de chuvas ficou muito abaixo do considerado normal, o que favorece as doenças respiratórias e o aparecimento de focos de queimada.

Em todo o mês de junho na Capital, choveu apenas 8,6 milímetros, sendo que a chuva do dia 5 de junho representou 97% do total do mês. A faixa de normalidade de chuvas para Campo Grande oscila entre 17,2 e 55,3 milímetros. Em cidades como Corumbá, onde a faixa de precipitação fica entre 5,2 e 24,4 milímetros, as chuvas registradas somaram apenas 2,7 milímetros em todo o mês de junho.

A umidade relativa do ar ficou em baixa na maioria dos municípios. Em Cassilândia e Chapadão do Sul, no dia 19 de junho, o nível da umidade chegou aos 15%, abaixo do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Na cidade de Paranaíba, nos dias 19 e 20, e em Campo Grande, no último dia 24, a umidade relativa registrada chegou a 23%.

Temperaturas – Os termômetros em Mato Grosso do Sul registraram temperaturas baixas, sobretudo na primeira semana de junho. No dia 6 de junho, em Rio Brilhante, a mínima chegou a 3,4°C. Na Capital, as menores temperaturas aconteceram nos dias 1° (9,5°C) e 6 de junho (8,2ºC).

A média para Campo Grande teve mínima média de 15,9°C e máxima de 28,4°C. O tempo foi aberto e dias secos na maioria das semanas. Houve aparecimento de quatro frentes frias, das quais as duas primeiras – nos dias 5 e 11 – provocaram queda acentuada de temperatura.

O final do mês foi marcado por temperaturas elevadas, com termômetros acima dos 30ºC. A maior temperatura foi registrada no dia 21 de junho em Coxim, com 35,2°C.

Próximos meses – Nos meses de julho, agosto e setembro, o volume de chuvas deve ficar abaixo do normal. As menores precipitações deverão acontecer, especialmente, entre julho e agosto.

A influência do fenômeno La Niña (resfriamento da superfície das águas do Oceano Pacífico equatorial) poderá ser facilmente percebida, com temperaturas mais baixas em relação aos anos anteriores.

A chegada de massas polares irá provocar a queda brusca de temperatura, com possibilidade de formação de geadas no Sul do Estado, chegando até a área central de Mato Grosso do Sul.


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