Enfermeiros da Santa Casa ameaçam paralisação por atraso de salários


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Enfermeiros e técnicos em enfermagem da Santa Casa ameçam paralisar as atividades a partir desta quinta-feira (10) devido ao atraso no pagamento dos funcionários. A secretária geral do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) Helena Belgado, informou que uma assembleia será realizada na tarde de hoje (9) para decidir pela paralisação de 70% do setor.

Belgado afirmou que se o pagamento não for feito, a paralisação inicia as 6h30 de amanhã. De acordo com os funcionários, a direção da Santa Casa comunicou na terça-feira (8) que o dinheiro para realizar os pagamentos - que deveria chegar até o quinto dia útil - ainda não foi repassado.

No hospital, cartazes foram afixados ao lado dos cartões pontos avisando do problema, no entanto, não revela qual a previsão para que o salário seja pago. O repasse de verba para os pagamentos é feito pela prefeitura, responsável por gerir os recursos do Governo Federal vindos do SUS (Sistema Único de Saúde), do Governo do Estado e do próprio município.

Conforme informações do diretor da junta interventora da Santa Casa, Issan Moussa, esse dinheiro ainda não chegou devido a 'problemas burocráticos', por conta da transição da prefeitura, assumida por Alcides Bernal no último dia 1º de janeiro.

"O dinheiro já está disponível na fundação, mas problemas burocráticos impediram o repasse e, infelizmente, não temos a folha de pagamento provisionada", afirmou.

Moussa disse ainda que esteve reunido na terça-feira (8) com os secretários de Saúde, Ivandro Corrêa Fonseca, e de Planejamento, Finanças e Controle, Wanderley Ben Hur da Silva para discutir o impasse. A expectativa, segundo ele, é de uma solução até o fim da semana.

Atualmente a Santa Casa possui uma dívida de mais de R$ 100 milhões e afirma que ainda não recebeu o dinheiro que deveria ter sido repassado pela Prefeitura para fazer o pagamento dos salários de dezembro para todos os funcionários.

O atraso nos salários atinge ainda médicos e funcionários dos setores de manutenção como limpeza, recepção, copa e cozinha. A folha de pagamento do hospital é avaliada em R$ 4 milhões.


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