Prefeitura decretará situação de emergência por causa da dengue em Campo Grande


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A prefeitura de Campo Grande, se reunirá com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Ministério Público do Estado e Defesa Civil, ainda nesta sexta-feira (18), com bases estatísticas, no intuito de decretar situação de emergência, por causa da maior epidemia de dengue dos últimos dez anos da Capital.

Outra ação, será a da emissão de alvarás, que possibilitará a entrada em casa e terrenos fechados, para combater o mosquito transmissor da dengue.

Com a situação de emergência, e apoio do Governo Federal, o prefeito Alcides Bernal (PP), acredita na contratação e consecutivo aumento em 50%, de médicos, agentes de saúde, enfermeiros, técnicos e no maior número de vagas utilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para atendimento em hospitais particulares.

Por causa do grande crescimento no número de infectados, Campo Grande já recebeu do Ministério da Saúde, aproximadamente R$ 1 milhão para combater a doença.

Em coletiva na tarde desta quinta-feira (17), no gabinete da administração municipal, Bernal disse esperar que o decreto já esteja divulgado no Diário Oficial dos próximos dias.

Aproximadamente 64% de casos notificados, são do tipo 4, na qual a maior parte da população não está imune.

Do dia 30 de dezembro até está quarta-feira, 16 de janeiro, 7.029 casos foram notificados. Só na data de ontem, 715 pessoas procuraram as unidades de saúde por causa da doença.

De acordo com a prefeitura, os casos mostravam aumento, apontando a possível epidemia, já no período de seca, como em maio do ano passado.

Segundo a atual administração, os mais de R$ 200 milhões que o ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), disse estar em caixa, já estão destinados a previdência social e a convênios. "O caixa está praticamente no zero", diz o prefeito.

Outra herança da última administração, são quatro carros disponíveis para combater o Aedes aegypti. Já a ajuda do Governo do Estado são quatro veículos e o equipamento de outros três.

Além da responsabilidade do poder público, as estatísticas também culpam a população, já que 2.600 focos, ou seja 93%, são em terrenos e casas.

Em comparativo com janeiro de 2007, um dos anos mais epidêmicos, registrou 12.192 mil casos em contrapartida dos 7.029 pacientes infectados pela dengue neste mês. Se continuar nesse ritmo, janeiro de 2013 pode ter mais de 14 mil vítimas.

Bernal também falou que conta com o apoio de toda a população, Forças Armadas, médicos e agentes de saúde para uma mobilização que comece já, e em futuras ações.

A prefeitura informa que nesses 17 dias de início de trabalho, ampliou o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e Upas, intensificou as ações de campo, contratou mais de 100 agentes de saúde e fez mais de 500 mil atendimentos.

Além de ter realizado mais de 1000 hemogramas e ampliado de quatro a dez, o número de fumacês. O executivo lembrou que donos de terrenos sujos e baldios serão notificados e multados.

O prefeito também comentou sobre o problema da leishmaniose. "Entre a vida do animal e a do ser humano, fico com o ser humano, segundo as normas do Ministério da Saúde", disse.

Também participaram da coletiva o vice-prefeito Gilmar Olarte (PP), o secretário de saúde, Ivandro Fonseca, além do coordenador do gabinete de gestão de crises Victor Rocha, a médica infectologista Márcia Dal Fabbro e o coordenador municipal de Controle de Vetores do CCZ, Alcides Ferreira.


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