Vale do Ivinhema passará por fiscalização da PMA


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ACESSORIA

A Polícia Militar começou nesta semana, a “Operação Tráfico de Papagaios”, que visa, em princípio a prevenir os crimes de tráfico de animais silvestres. A operação foi deflagrada agora, em virtude do início da reprodução dos psitacídeos (papagaios, periquitos, maritacas, maracanãs), que começa em setembro e normalmente se estende até mês de dezembro.

Considerando que os problemas relacionados ao tráfico de animais em Mato Grosso do Sul têm sido relacionados, quase que exclusivamente ao papagaio (tabela anexa), a operação visa a evitar que estes animais sejam retirados do seu habitat. O entendimento é que, quando se evita a retirada, ao invés da apreensão, os custos ambientais e econômicos são extintos, a quando se apreendem os animais. Os custos ambientais são advindos das mortes durante o transporte e durante o estágio de cuidados para a reabilitação e reintrodução destes animais na natureza, além do possível desequilíbrio ambiental causado por esta retirada.

Os custos econômicos advêm de todo o processo, deste a movimentação de viaturas para a remoção, aos cuidados veterinários e de outros técnicos, bem como a alimentação até a devolução dos animais ao ambiente natural. Ao final, quem paga tudo isso é a sociedade.

Dessa forma, a PMA empregará todo seu efetivo possível, de 352 homens nos trabalhos preventivos, que serão em especial, executados nas propriedades rurais durante este período reprodutivo. Como a PMA conhece o modus operandi dos traficantes, esta prevenção torna-se mais simples. Esses elementos têm se aproveitado, às vezes, do desconhecimento das pessoas que moram nas localidades mais afastadas para cooptá-las para ajudá-los na prática do tráfico.

Eles aliciam os sitiantes e funcionários de fazendas para retirarem os animais, quando estão prontos e avisá-los, então, vêm e pagam pelos animais e os levam, principalmente para o estado de São Paulo. Algumas dessas pessoas aliciadas contribuem com este tipo de crime por ganância realmente, mas a PMA tem detectado ainda muito desconhecimento do que Isto pode acarretar, por parte de algumas destas pessoas humildes.

 

A prioridade da fiscalização preventiva será na região onde todos os anos os problemas têm ocorrido. A região de Ivinhema, Nova Andradina, Anaurilândia, Bataguassu, Novo Horizonte do Sul, porém, outras com menos incidência deste tipo de crime também terão a fiscalização intensificada, como: Mundo Novo, Iguatemi, Itaquiraí e outros municípios que próximos à divisa com o Estado do Paraná.

Todas as subunidades da PMA responsáveis pela fiscalização desses municípios estarão recebendo reforço de policiais da sede para implementar mais efetivamente os trabalhos preventivos.

Felizmente, a PMA não tem detectado problemas relativos ao tráfico de animais silvestres no Pantanal. Até hoje não houve nenhuma apreensão de papagaios saídos do Pantanal.

Um outro tipo de tráfico que a PMA está atenta está relacionado com a entrada no Brasil de canários vindos do Peru de da Bolívia. Estes “canários peruanos” Cicalis flaveola valida, não pertence à nossa fauna. Ele parece com o canário-da-terra “Cicalis flaveola”, porém, é maior e está passando por Mato Grosso do Sul, entrando pela Bolívia, com destino a Brasília e Nordeste para serem utilizados em “rinhas” (brigas), que são comuns nessas regiões.

Neste mês a Polícia Federal apreendeu 500 desses canários em Corumbá, porém, a primeira apreensão foi realizada pela PMA no ano de 2001. A entrada deste animal no Brasil envolve riscos para o nosso canário-da-terra, caso ele seja solto na natureza e comece a se reproduzir. A PMA tem notícias de que ele já está sendo cruzado em cativeiro com o canário da terra, para ser utilizado em rinhas.

Apesar de ser a entrada deste animal no Brasil, um caso de tráfico internacional, a lei de crimes ambientais prescreve em seu artigo 31, como introduzir espécimes animais no País sem parecer e autorização do órgão ambiental competente, com uma pena de apenas 03 meses a 01 ano de detenção.


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