Bancários pedem segurança para prestar melhores serviços


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CAMPO GRANDE NEWS

A Campanha Nacional dos Bancários no ano de 2010 começa para alcançar reajuste salarial, mas também tem tema que atinge diretamente a sociedade. Neste ano enfoca a melhoria do atendimento prestado aos clientes e mais segurança para quem trabalha nas agências e para quem utiliza os serviços bancários.

Em ato na manhã de hoje, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região realizou mobilização no centro da Capital para conscientizar sobre os principais problemas da categoria.

Os bancários reivindicam o retorno dos serviços bancários, como pagamentos, que hoje foram terceirizados e podem ser realizados em lotéricas e bancas de jornal.

“O cliente fica vulnerável ao realizar uma transação bancária fora da agência. Por isso, a campanha quer lutar por mais segurança para o bancário e para o cliente”, explica Iaci Terezinha Torres, secretária geral do sindicato.

Na questão da segurança, Manoel de Arruda, empresário, conta que passou apuros, em um assalto no caixa eletrônico do bairro Coronel Antonino. Ele diz que as agências precisas de reforço na segurança. “Mudou algumas coisas, mas é muito fácil ser assaltado no banco”, justifica.

Mais tempo – Com o retorno do serviço que foi terceirizado à agência, é preciso ampliar o horário de funcionamento. “É fato que o período em que o banco fica aberto não dá conta da demanda. Mesmo com a facilidade de pagamento pela internet ou por outras vias, como caixa eletrônico, o movimento na agência não diminui”, acrescenta Iaci.

Atualmente, as agências funcionam, em sua maioria, das 11 às 16 horas. Em Campo Grande, uma lei municipal de 2005 obriga as agências a respeitarem limites de tempo para atendimento nas agências, de acordo com os dias do mês.

A Lei da Fila determina o tempo de espera de acordo com calendário de pagamento do funcionalismo público, feriados e vencimentos de contas de serviços públicos. Mesmo com a legislação em vigor, o desrespeito continua. A atendente Claúdia Soares não suporta o tempo de espera. Ela garante que sempre é mais de 30 minutos na fila.

“Lá dentro [no caixa], demora muito. É melhor usar todos os serviços no caixa eletrônico. E quanto aos empréstimos, não utilizo muito”, explica.

A categoria solicita ainda reajuste salarial de 11%, com data base em 1º de setembro. O piso seria de acordo com o salário mínimo proposto pelo Dieese, de R$ 2.157,88, além de participação nos lucros e resultados de três salários, mais R$ 4 mil para cada funcionário.

Mesmo com a mobilização, há aqueles que não vêem diferença na mobilização. A copeira Terezinha Rodrigues, 55 anos, não acredita que os protestos vão mudar alguma coisa em sua rotina no banco.

“Não passo de 10 minutos na fila e não uso empréstimos ou outros financiamentos. Do jeito que está, para mim está bem”, diz a mulher.

A primeira rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Brasileira dos Bancos) acontece na próxima quarta-feira (24) em São Paulo.

De acordo com o sindicato local, a terceira negociação, que envolve a questão salarial, atrai a atenção dos bancários e pode deflagrar paralisação, de acordo com o andamento das negociações.


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