Corinthians e São Paulo se enfrentam no Pacaembu com objetivos diferentes


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GAZETA PRESS

Briga para se aproximar da ponta de um lado, e luta contra a crise do outro. O clássico entre Corinthians e São Paulo vale muito para os dois rivais, mas por motivos diferentes. O Timão sonha em colar no líder Fluminense neste Campeonato Brasileiro, enquanto o Tricolor tem a missão de espantar a crise e se distanciar da parte de baixo da tabela. Com a tensão que envolve os objetivos de ambos, os técnicos Adilson Batista e Sérgio Baresi se encontram no estádio do Pacaembu, neste domingo (22), às 18h30 (de Brasília).

 

Para reforçar seu segundo lugar e colar no Fluminense, o Timão precisa de um triunfo e ainda contar com o tropeço do clube carioca. Em boa fase, o clube tem ao seu favor o tabu de mais de três anos sem derrotas para o São Paulo. Mesmo assim, o treinador corintiano não admite que sua equipe seja considerada favorita.

- Um clássico é sempre bem disputado, as forças se equivalem, independentemente do momento. Existe a tradição, a troca de treinadores. Nosso momento é melhor, mas vejo um equilíbrio.

 

O último resultado positivo do São Paulo sobre o rival aconteceu em 11 de fevereiro de 2007. De lá para cá, foram cinco triunfos alvinegros e quatro empates. Como se não bastasse o jejum, o Tricolor ainda vive uma crise desde a eliminação na Copa Libertadores da América. Mas o clássico no Pacaembu é visto como a grande oportunidade para reagir no Brasileirão, segundo o que diz o atacante Ricardo Oliveira.

- É o momento de trazer a torcida de novo para o nosso lado. Quebrar o tabu vai dar novos ares, não só dentro do São Paulo, mas também para o torcedor. Queremos voltar para a Libertadores no ano que vem e, por isso, precisamos dar importância ao Brasileiro.

 

Com maioria de torcedores corintianos no Pacaembu, já que o Alvinegro é o mandante do clássico, o técnico Sérgio Baresi encara seu primeiro grande desafio no comando do São Paulo. Anunciado como interino, o profissional só se sustentará no cargo com bons resultados e um triunfo diante do arquirrival é tudo o que sonha o ex-zagueiro.

Estou muito centrado na possibilidade real de fazer um bom jogo contra o Corinthians e ter a chance de ganhar a partida. Vamos querer agredir o Corinthians de uma forma bem dinâmica.

Para brecar o ímpeto do treinador adversário, Adilson Batista evoca a força da Fiel, que promete lotar o Pacaembu para impor mais um tropeço ao rival na temporada. Em 2010, o São Paulo venceu apenas um clássico e perdeu todos os outros seis que disputou.

- Sempre existiu rivalidade, mas ela aumentou. Acho que o torcedor tem sido muito importante, ele passa uma energia muito grande nos momentos de dificuldade, parece que empurra o time até quando sofre o gol. Temos que saber tirar proveito disto.

Para o confronto, Adilson não conta com seus dois principais atacantes. Ronaldo ainda está fora de forma para defender o Corinthians, e Dentinho se recupera de uma lesão muscular na coxa direita. Dessa forma, deve escalar Jorge Henrique e Iarley na frente, repetindo o que fez na derrota para o Avaí. Há ainda a possibilidade de Souza ganhar espaço, para aumentar o poder de finalização.

Sem outros desfalques, o técnico deve repetir a formação que jogou na Ressacada, na rodada passada, com Ralf, Elias e Jucilei formando um trio de volantes, e Bruno César sendo encarregado pela criação.

Já no São Paulo, a principal dúvida foi desfeita na véspera da partida. Fernandão superou as dores na coxa direita e está liberado para o clássico, formando a dupla de frente com Ricardo Oliveira.

E a zaga são-paulina chega reforçada ao clássico. Apesar de ainda não ter Alex Silva à disposição, já que o atleta se recupera de cirurgia, Baresi volta a escalar Miranda, que cumpriu suspensão na rodada passada. Xandão, recuperado de problema no tornozelo, assume a outra vaga.
 


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