Fogo em TO atinge área do tamanho de metade de Sergipe


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Em apenas um dos focos de incêndio da Ilha do Bananal, no Tocantins, a linha de fogo avança por três quilômetros na floresta. A maior ilha fluvial do mundo enfrenta grandes incêndios há cerca de uma semana. Por lá, o fogo já atingiu quase um milhão de hectares, equivalente a cerca de metade do tamanho do estado de Sergipe. No horizonte, a fumaça brota da mata, que abriga o Parque Nacional do Araguaia e reservas indígenas.

As brigadas do PrevFogo, sistema por meio do qual o Ibama controla incêndios no país, tentam combater a linha de fogo mais alta, cuja fumaça torna-se insuportável para os olhos a mais ou menos um quilômetro de distância do foco principal. A estratégia é esfriar o ambiente com água e, na sequência, apagar as chamas com abafadores de borracha.

A Ilha do Bananal é a área mais crítica para incêndios no país. Em todo o Tocantins, há quatro vezes mais queimadas do que no ano passado. Há poucos dias, as labaredas avançaram sobre o Parque Nacional do Lajeado, ao lado da capital Palmas, mas o fogo já foi controlado. Uma equipe permanece acampada no local para evitar que o fogo reapareça. "Quando dá uma reignição, a gente aciona dois, três, quatro para ir lá e fazer um rescaldo bem rápido. A gente sabe que aquele fogo está controlado”, explica o coordenador do Prevfogo Marcelo Santana.

O fogo também já causou estragos em outros estados além do Tocantins. Em Marcelândia, Mato Grosso, a população teve de fugir de incêndios que começaram em serrarias e chegaram na cidade. No Pico do Gavião, em Minas Gerais, também há casas transformadas em cinzas. No Parque Nacional das Emas, em Goiás, 60% da área foi queimada.

Na Amazônia, na imensa área que vai do Pará até Rondônia, o fogo avança sem encontrar resistência. Uma nuvem de fumaça atrapalha o voo de ambientalistas do Greenpeace, que fazem um reconhecimento da região, e chega até Manaus.

Em Porto Velho, é possível ver a linha de fogo do espaço. Imagens de satélite mostram como ela chega à atmosfera e espalha gases tóxicos em uma área que sai da Amazônia, bate na Cordilheira dos Andes e chega ao Sul do Brasil. O principal componente é o monóxido de carbono, o mesmo que provoca morte por asfixia em acidentes com aquecedores a gás.


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