Direção da Santa Casa acha impossível conceder 15% de aumento à enfermagem


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A direção da Santa Casa de Campo Grande reagiu hoje (24) às declarações feitas pela categoria da enfermagem, que deflagrou greve na última segunda-feira (23). Os 960 profissionais que atuam no hospital pedem reajuste de 9 e 15% nos salários, além de inclusão de benefícios, e alegam que paralisaram os trabalhos por “falta de diálogo”.

Jorge Oliveira Martins, diretor-presidente da Junta Administrativa da Santa Casa, disse que a classe da enfermagem está “faltando com a verdade”.

“O diálogo, eles tiveram como nunca no hospital. Mais de 10 reuniões realizadas aqui com a diretoria administrativa e financeira, onde nós demos acesso a eles a todas as informações necessárias”, explicou Martins.

A direção propôs a recomposição das perdas salariais dos trabalhadores com o índice de inflação do período, medido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). A correção seria de 5,49%, mas o impacto estimado na folha salarial pode chegar a 9%. Martins argumenta que, caso o hospital atendesse integralmente à demanda do setor da enfermagem, o impacto na folha salarial atingiria 40,21%. Os grevistas recusaram a proposta inicial da diretoria da Santa Casa.

Para Martins, a reivindicação de aumento de 15% nos salários é “impossível” de conceder, devido à situação das finanças da Santa Casa. Ele reconhece o direito à greve, mas defende tratamento isonômico a todas as categorias que atuam no hospital – psicologia, radiologia, administrativos, médicos e enfermeiros.

O setor de enfermagem abrange os enfermeiros, técnicos de enfermagem e dos auxiliares de enfermagem. Durante a greve, os setores regulares contarão com 30% do efetivo, enquanto que nos setores críticos, 50% dos trabalhadores continuam suas atividades.

Nesta terça e quarta-feira (24 e 25), estão previstas audiências ente a categoria e a direção da Santa Casa no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), como sequência do processo de negociação do dissídio coletivo que tramita no órgão.
 


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