Atlético-MG bate o Cruzeiro e é campeão

Diego Tardelli marcou o gol do triunfo que deu ao Galo o título da Copa do Brasil


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A torcida do Atlético-MG não poderia pedir mais de um título: na casa do grande rival, com invencibilidade mantida, gol do maior ídolo e após classificações épicas nas fases anteriores. Diego Tardelli marcou no fim do primeiro tempo e garantiu o triunfo por 1 a 0 sobre o Cruzeiro na partida de volta da decisão da Copa do Brasil.


O Galo soube jogar com a vantagem de 2 a 0 conseguida no Independência e não deixou que a Raposa conseguisse replicar as viradas históricas que o Alvinegro conseguiu contra Corinthians e Flamengo, nas quartas e semifinal do torneio, respectivamente. O placar ainda fez com que o Atlético-MG terminasse o ano invicto contra seu principal adversário após sete partidas

O placar da ida foi perfeito para a estratégia que o Galo mais gosta: esperar o rival, roubar a bola e contra-atacar com velocidade. Mesmo com a iniciativa da partida, o Cruzeiro tinha dificuldades em criar chances de gol. A única clara do primeiro tempo aconteceu aos 15 minutos, quando o goleiro Fábio fez a ligação direta e achou Ricardo Goulart no ataque, mas ele furou ao tentar finalizar.


Do outro lado, não foram poucas as chances perdidas pelo Galo. Aos 12, Marcos Rocha roubou no meio, passou para Luan e disparou. O meia deu belo passe para o lateral, que foi travado por Fábio na hora da finalização. No rebote, Diego Tardelli bateu para fora. O camisa 9 ainda desperdiçou outra chance aos 24, quando finalizou de joelho para fora após escanteio.


Aos 42, Dátolo teve o lance mais claro da partida. Tardelli deu bom passe para Maicosuel – que substituíra o lesionado Luan – ficar na frente de Fábio. O goleiro fez grande defesa, mas o rebote sobrou para o argentino com o goleiro fora da meta. Na hora do chute, o meia preferiu utilizar a força e mandou por cima.


No entanto, o Dátolo teve a chance de se redimir aos 47. Ele cobrou escanteio e a zaga afastou. O meia pegou o rebote e voltou a colocar a bola na área, desta vez na cabeça de Tardelli, que aproveitou a falha da defesa na hora de sair para a linha do impedimento e marcou o gol que deu o título ao Galo.


A tônica do jogo se repetiu no segundo tempo. Precisando de quatro gols para ser campeão, o Cruzeiro em nenhum momento demonstrou que poderia tirar o título das mãos do rival. Até criava chances esporádicas – como aos 17, quando Goulart bateu na rede pelo lado de fora quase na pequena área –, mas o controle da partida sempre foi atleticano.


Marcelo Oliveira tentou mudar a postura da Raposa com as entradas de William Farias, Dagoberto e Júlio Baptista, mas foi o Galo quem seguiu mandando no jogo e criou as melhores chances. Aos seis, Leandro Donizete deu lançamento primoroso de trivela para Douglas Santos, que invadiu a área e cruzou para Maicosuel quase marcar de cabeça. Aos 31, Dátolo arriscou falta de longa distância e acertou o travessão. Nem a expulsão de Leandro Donizete mudou o panorama do duelo.


Com o passar do tempo, o desânimo tomava conta da torcida da Raposa no Mineirão. Alguns celestes até começaram a deixar o estádio a partir dos 30 minutos. No entanto, após o apito final, houve festa dos dois lados: os atleticanos comemoraram o título inédito, enquanto os cruzeirenses reconheceram o esforço da equipe que no domingo celebrou o bicampeonato brasileiro.


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