Operação em três Estados contra tráfico e roubo de carros de luxo tem presos no MS


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Na manhã desta quinta-feira, dia 27 de novembro de 2014, operação conjunta dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) dos Estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás, com o apoio do Departamento de Operações de Fronteiras (DOF) e das Polícias Militares dos Estados de São Paulo e Goiás, denominada Operação Dublê, foi deflagrada para o cumprimento de vinte e um mandados de prisão preventiva.


Desse, três foram cumpridos em Dourados, um em Jateí, um em Caarapó, dois em Amambai, seis em Coronel Sapucaia, dois em Goiânia/GO, um em Aparecida de Goiânia/GO, dois em São Paulo/SP e um em Barrinha/SP).


Além disso, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, dos quais três em Dourados, um em Caarapó/MS, dois em Coronel Sapucaia/MS, um em Campo Grande, cinco em Goiânia/GO, dois em São Paulo/SP e um em Barrinha/SP.


Outros nove mandados de sequestro de veículos foram cumpridos. Quatro em Coronel Sapucaia, três em Dourados, um em Caarapó, um em Goiânia/GO e um mandado de sequestro de imóvel em Coronel Sapucaia.


Todos os mandados foram expedidos pelo Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal de Dourados.

A operação policial é resultado de oito meses de investigações voltadas a apurar crimes de tráfico de drogas perpetrados por organização criminosa atuante na região de Dourados e no município fronteiriço de Coronel Sapucaia, de onde são encaminhadas drogas para outros Estados da Federação, primordialmente São Paulo e Goiás, com a utilização de veículos de origem ilícita.


Participam da operação Promotores de Justiça dos GAECOS de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás, Policiais Militares do GAECO/MS e Policiais Militares do Departamento de Operações de Fronteiras.


A organização criminosa desmantelada utilizava-se de veículos de origem ilícita (produtos de roubo, furto e/ou estelionato, que tinham seus sinais identificadores adulterados, dentre eles, as placas, chassis e marcação de vidros), conhecidos como “Dublês” para o transporte de drogas entre os Estados da Federação.


Parte desses veículos chegava a Dourados em caminhões articulados do tipo cegonha e seguiam para Coronel Sapucaia onde eram carregados com maconha e retornavam para levarem drogas para os Estados de São Paulo e Goiás.


Os veículos utilizados no transporte da droga tinham apenas as placas trocadas e seguiam carregados de drogas, contando com o auxílio de vários batedores e olheiros.


As informações que deram início aos trabalhos eram de que um goiano estabelecido em Coronel Sapucaia estaria remetendo mais de duas toneladas de maconha por mês para Goiás e São Paulo e que se utilizava para o transporte de veículos de luxo, produtos de ilícito, que eram descarregados em Dourados e seguiam para a fronteira para serem preparados e retornarem com cargas de maconha.


Tal pessoa foi identificada, entretanto, foi assassinado, de forma que suas funções de chefia passaram para seu sobrinho e sua mãe, também goianos. Para a execução do crime, associaram-se a um foragido da Justiça que, além de fornecer o entorpecente também coordena um núcleo de pessoas a seu serviço para a execução de roubos de camionetes e veículos de luxo que são utilizados no tráfico de drogas.


No Estado de São Paulo os membros da organização criminosa negociam com integrantes do Primeiro Comando da Capital para os quais fornecem drogas, recebendo veículos de origem ilícita como parte do pagamento.


Durante as investigações foram acompanhadas as prisões em flagrante de 20 pessoas, apreensão de 14 veículos, dentre eles, 8 dublês, além de 8.141 kg de maconha.


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