Jovem que atropelou e arrastou duas pessoas por 15 metros diz que fugiu por medo


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Jonas C. V., de 20 anos, foi identificado pela Polícia Civil como o responsável por atropelar e arrastar duas pessoas no último domingo (30) na Avenida Heráclito Diniz de Figueiredo, continuação da Avenida Ernesto Geisel. O autor confessou, nesta quarta-feira (3), que fugiu do local do crime por medo de ser linchado.


De acordo com Jonas, ele teria atropelado Mauro Márcio Vicente da Silva, de 37 anos, e Rafael Silva Domingos, de 29 anos, sem querer. Ele afirma que no momento do acidente conduzia uma Caravan, placas HQW-8497, de Campo Grande, quando um galão de gasolina, que é utilizado como tanque de combustível do veículo, virou.


Para tentar evitar que todo o combustível derramasse, ele abaixou para levantar o galão, mas não conseguiu parar o carro, que está sem freio, e acabou atropelando as vítimas. Segundo Jonas, assim que notou o acidente, ficou com medo de parar o carro e ser linchado pela população que estava no local. “Fiquei com medo de ser linchado, eu tenho que cuidar da minha mãe que é viúva e fiquei com medo de me baterem”, diz Jonas.


Investigação


Conforme o delegado responsável pelo caso, Weber Luciano de Medeiros, da 2ª Delegacia de Polícia Civil, os policiais chegaram até Jonas depois de fazer um levantamento de todos que tinham veículos Caravan na região.


“Fizemos o levantamento e batemos de casa em casa, quando chegamos ao Jonas tínhamos uma parte da grade do carro e a mangueira do motor, comparamos com a outra parte que tinha estava na casa dele e encaixou certinho”, relata o delegado.


Ainda segundo Medeiros, assim que a polícia chegou à residência de Jonas ele estava desmontando o veiculo e chegou a afirmar que o carro estava parado há mais de um ano, mas diante as provas resolveu confessar. “Ele já tinha tirado o radiador, a bateria, o para-choque e outras peças”, diz o delegado.


O jovem irá responder por lesão corporal grave e evasão do local do acidente em liberdade. De acordo com o delegado, a preocupação é o suspeito desistir “Não vou pedir a prisão dele, pelo seguinte motivo, se mais para frente ele desistir de ter confessado e acusar que a polícia obrigou ele a assumir o crime. “Se algum promotor acreditar o Estado e pessoas trabalhadoras terão que pagar indenização”, conclui Medeiros.


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