Morre a rainha Fabíola da Bélgica, aos 86 anos, em Bruxelas


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A rainha Fabíola da Bélgica, viúva do rei Balduíno quereinou de 1951 a 1993, morreu nesta sexta-feira (5) à noite em Bruxelas aos 86anos, anunciou o Palácio real.


\"Suas Majestades o Rei e a Rainha e os Membros daFamília Real anunciam com grande pesar o falecimento de Sua Majestade a RainhaFabíola, ocorrida esta noite no Castelo de Stuyvenberg em Bruxelas\",indica o Palácio em um comunicado.


Nascida Dona Fabíola de Mora y Aragón em 11 de junho de 1928em Madri, em uma família nobre espanhola, casou-se com Balduíno em dezembro de1960, mesmo ano em que o Congo se tornou independente da Bélgica. O casal nãoteve filhos.


Desde a morte de seu marido em 1993, Fabíola se mantevediscreta fazendo poucas aparições públicas, permanecendo à sombra do reiAlberto e de sua esposa, a rainha Paola.


Em julho de 2013, assistiu a passagem da coroa de seucunhado Alberto II, que sucedeu Balduíno, para seu sobrinho Felipe, de quem eramuito próxima.


Com o passar dos anos, foi perdendo a mobilidade devido auma artrose, que a obrigou primeiro a se apoiar em uma bengala e depois a usaruma cadeira de rodas.


Extremamente católica, esta rainha deixou uma lembrançaindelével em todo mundo, quando apareceu no enterro de Balduíno toda vestida debranco, em sinal de esperança e crença na ressurreição.


O grande \"sofrimento\" do casal, nas própriaspalavras do monarca, foi nunca ter tido filhos. Fabíola teve cinco abortosespontâneos.


\"Compreendemos que nosso coração era mais livre paraamar as crianças, absolutamente todas\", declarou em uma ocasião.


Mas em 2013, Fabíola se viu no centro de uma polêmica queabalou sua imagem e debilitou a monarquia, quando a imprensa revelou que elatinha criado uma \"fundação privada\" destinada a ajudar seus sobrinhose sobrinhas, bem como obras culturais e sociais que promoviam suas convicçõescatólicas. Fabíola resolveu acabar com sua fundação e limitou ainda mais suassaídas públicas.


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