Jornalista Valfrido ataca Passaia e dona de jornal


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BLOG VALFRIDO SILVA

Por estar em Campo Grande, trabalhando na campanha do governador André Puccinelli, acompanhei à distância o furacão que abalou Dourados em primeiro de setembro último. Pelo mesmo motivo, ou seja, como o prefeito Ari Valdecir Artuzi era um aliado circunstancial do governador, desacelerei um pouco em minhas críticas, até porque era uma voz quase solitária à margem deste mar de lama.

Agora vem o livro do homem que passava a sacolinha para o Valdecir, “jornalista” Eleandro Passaia, canalha, ladrãozinho de quinta categoria, que teria sido preso pela Polícia Federal, só então resolvendo dedurar seus mais fieis companheiros, começando pelo próprio Valdecir, com quem só – acho – não dormia. Fui o último dos traídos pelo novo Judas douradense. Até a véspera do lançamento de seu livro Passaia vivia me ligando, aos prantos, aproveitando-se de minha proximidade com o governador, em busca de proteção. E aqui começo a desmontar a maior farsa dos últimos tempos – a farsa chamada Eleandro Passaia, já que ele diz, no livro, que depois de minha visita a ele, na prefeitura, nunca mais falou comigo. Mentira. Passaia me ligava constantemente e, espero, sinceramente, que a Polícia Federal, tão zelosa, tenha as gravações, já que grampeiam todo mundo. A última ligação de Passaia para mim foi na quinta-feira, agora, por volta das 18h40. Falamo-nos uns 3 minutos, ele me reafirmando que não havia nada contra mim no livro, que sou uma pessoa do bem, que não roubo Dourados. Palavras de Passaia. E pedia para avisar ao governador que iria sentar o porrete em Zeca do PT, ligando-o aos Uemura, numa entrevista, no dia seguinte. Nisso ele não mentiu.

Mas esses são detalhes, o que interessa aos internautas que me prestigiam com monstruosa audiência é se estou ou não envolvido com este canalha. Trato-o por canalha porque é assim que ele me trata no livro. Sou canalha, para Passaia, porque desde o primeiro instante meu blog atrapalhou os planos dele e do Valdecir de tomarem a prefeitura de assalto. Sou canalha porque sempre critiquei o Jornal O Progresso, a maior excrescência do jornalismo impresso do Mato Grosso do Sul em todos os tempos.

Aliás, toda a classe política do Mato Grosso do Sul fazendo mil conjecturas sobre quem estaria por trás de Passaia, falando-se até no todo poderoso José Dirceu e era ela, sempre ela, a descompensada e escandalosa Blanche Torres (foto), sua queridinha e protetora. A mesma Blanche que se dizia fã incondicional do Valdecir, por com ele se identificar nas loucuras e que agora o crucifica sem dó nem piedade em seu jornaleco.

Não é de estranhar que Blanche tenha estado o tempo todo por traz de Passaia. Ela vai às últimas conseqüências quando quer alguma coisa da prefeitua. E ela sempre quer. Depois de, com suas excentricidades, para dizer o mínimo, dilapidar o patrimônio deixado pelo pai e pelo avô, vive se oferecendo e oferecendo seu jornal aos governantes de plantão. Foi assim, por exemplo, num dia em que queria furar a fila para agendar uma apresentação cultural no teatro municipal de Dourados. Ligou-me de São Paulo, dizendo que faria o que fosse preciso para conseguir a vaga, “até dar para o prefeito”. Sim, dar, no sentido sexual. “Fala pro Braz que eu dou pra ele, se ele me liberar o teatro”. E ela dá mesmo. Podem quebrar meu sigilo telefônico (nesta época o número era 9971-2721), tá tudo lá, gravado.

E a trama toda – verdadeiro golpe de mestre de Blanche Torres – começou a ficar clara com a indicação do juiz Eduardo Rocha para a prefeitura. Sabedora que, com o prefeito, o vice e o presidente da Câmara presos o juiz diretor do Fórum seria nomeado prefeito e que, diante de um momento de comoção como este não haveria clima para novas eleições, ela tramou tudo com Passaia. Sim, porque Eduardo Rocha, que, aliás, anda falando mais do que deve, por sua condição de magistrado, é de sua cozinha, carne-e-unha com sua mãe, Adiles Torres e com o padrasto, o delegado aposentado Carlos Alberto Farnesi. Onde estão Adiles e Farnesi, em chás, batizados, casamentos e viagens, enfim, em tudo que é fútil, lá estão, coladinhos, Eduardo Rocha e Simone Verner. Basta uma olhada no dia-a-dia das páginas sociais de O Progresso. Eduardo e Simone devem ser os campeões dos que ali aparecem de rostinhos colados sempre que se precisa preencher a página.

E Eduardo Rocha, por coincidência membro da mesma Igreja Presbiteriana do Brasil que teve um de seus pastores presos por desviar dinheiro do Hospital Evangélico para um dos buracos nos fundos da fazenda do Valdecir nem teve a preocupação de disfarçar. Seu primeiro ato como prefeito interino foi chamar para seu braço direito quem? Quem? Ora, ora, amigos são pra essas horas! Carlos Alberto Farnesi. Bom, depois que Eduardo Rocha nomeou Idenor Machado para a Secretaria de Educação, e manteve o próprio Passaia como seu braço direito, não há mais o que esperar dele.

No próximo post (texto) vou colocar os pingos nos “is” na parte que me toca na história rocambolesca de Eleandro Passaia em sua brochura, que resolveram chamar de livro, certamente escrita a quatro mãos, com Blanche Torres e alguns de seus jabazeiros. Me aguardem. Tudo preto no branco, sem meias palavras, sem insinuações, como faz o jornaleco sessentão em suas coluninhas de fuxico.

_Valfrido da Silva Melo é jornalista, escritor, roteirista, produtor e diretor de TV e consultor político. _
 


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