Campo-grandenses acham pit bulls agressivos, mas culpam donos por ataques violentos


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A maioria dos campo-grandenses acha os pit bulls agressivose culpa os donos pelos ataques do animal. O Jornal Midiamax foi àsruas ouvir o que pensa a população de Campo Grande a respeito do animal, apósdois episódios envolvendo a raça na última semana.


Ataques de pit bull a pessoas ou a outros cães foramregistrados na Capital durante todo o ano. Dois casos  na semanapassada causaram repercussão e trouxeram a polêmica de volta à tona.

No último domingo (14), policial fora do expediente matoupit bull com um tiro na cabeça no Jardim Pênfigo. O animal atacava cão de outraraça e populares tentavam separar.


No dia 8, uma vira-lata salvou menino de 9 anos de ataque deuma pit bull no Jardim Presidente. Ela pulou na frente da criança, foi atacadae teve uma das patas quebradas.


Fala povo!

“É um animal muito perigoso. O dono tem que ter aconsciência de que tem que cuidar dele, pois ele é feroz, é de sua natureza”,destaca o aposentado Raimundo Miranda, de 65 anos. Ele também cita aresponsabilidade dos donos. “Cabe ao dono não expor os outros a risco. Nãopode deixar ele solto, pode atacar uma criança, um idoso”.


O engraxate Antônio Correia da Silva, de 52 anos, tambémfrisa o instinto animal do pit bull. “Não é nem por maldade, é instinto deleatacar. Ele não pensa muito, só quer devorar. O dono é que tem que se virar,ficar esperto”.


Luciano Martins, de 32 anos, operador de empilhadeiras, vaialém e diz que os pit bulls não deveriam existir. “Eu que tenho duas crianças,jamais teria um pit bull. É um animal que para ter é preciso muita atenção ecuidado, para evitar tragédias”.


A dona de casa Elisângela Ferreira, de 33 anos, mãe de duasfilhas, também teme o cão. “É perigoso, eu não teria. O dono tem que cuidar,levar para passear, e ter sempre controle sobre ele. Se deixar solto alguém vaiacabar se machucando”.


Conscientização

Profissionais da área reclamaram de preconceito com o pitbull e destacaram a importância da conscientização que os donos precisam terpara evitar que o animal se torne agressivo e ataque.

Para o adestrador de cães Cleyton Silva, de 36 anos, ocachorro segue as ordens do dono. “Quem cuida, manda é o dono. O animal é oespelho do dono, então depende da criação. Tem pit bull que nem late, que é umpoodle”.


Segundo Cleyton, está na genética do pit bull não gostar deoutros cachorros, mas não é isso que define o temperamento do animal. “Sedeixar preso, passando fome, não dar carinho, ele vai se zangando. Quando elevê uma oportunidade, ataca”.


O profissional compara o cachorro com uma arma de fogo paraexplicar sua linha de raciocínio. “Pit bull é como arma de fogo. Quem tem um écriminoso? Não. É preciso entender como funciona. Há muito preconceito. Queremcrucificar o animal”, critica.


Kelly Macedo, da ONG Cão Feliz, admite a força do pit bull,mas atribui sua agressividade ao dono. “Todo animal se torna agressivo se vocênão souber criá-lo. Claro que o pit bull é um cachorro mais agressivo, mas é odono, o ser humano que é mais feroz”, destaca.


Para Kelly, é preciso saber lidar com o animal. “Criar comcarinho, amor, sem grito. E cuidar, evitar risco, não deixar escapar para arua. O pit bull com o dono é um e sem é outro. Ele não pode se sentir ameaçado,senão ele vai atacar”, explica.


A voluntária conta que teve um pit bull por 14 anos.“Dormia com a minha neta e nunca causou problemas. Temos que conscientizar aspessoas, a saber como criar e agir”.


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