Traficantes tomam conta de bairro na Capital e polícia diz que 'falta tempo'para agir


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As esquinas da Rua dos Topógrafos, no Jardim Centro Oeste,identificado pelos moradores como parte do Bairro Mário Covas, na região sul deCampo Grande, são cada vez mais procuradas por traficantes que fazem de cadacruzamento um ponto de comercialização de drogas. Sem a presença de policiais,as vendas acontecem à luz do dia. Conforme o comandante-geral da PolíciaMilitar, coronel Valter Godoy Rojas, “falta tempo” para o policiamentopreventivo na área.


A situação foi denunciada por leitores do JornalMidiamax. Nas esquinas, onde os grupos ficam à espera de um novo cliente,é possível identificar adolescentes e crianças. Os comerciantes afirmam que osmais novos são aliciados pelos traficantes e induzidos a aceitar o jeito“fácil” de ganhar dinheiro. “É complicado porque a gente vê que é gurizada queestá vendendo droga”, disse o proprietário de um estabelecimento comercial.


No cruzamento com a Rua Catiguá a câmera devideomonitoramento não é suficiente para inibir o tráfico de entorpecentes. “Acada esquina é um grupo diferente. A câmera não funciona, é só de enfeite. Sefuncionasse eles não agiriam dessa forma”, ressaltou.


A proprietária de uma loja no bairro afirmou que a situaçãoé alarmante. Vários comércios foram depredados e segundo ela, açougues,mercados e até mesmo igrejas fecharam as portas por conta da ação dostraficantes. “Eles estão aterrorizando a todos. Quebram tudo. Fecho as portasdo meu estabelecimento às 19 horas porque não dá pra ficar depois disso”,relatou.


A comerciante disse que a situação prejudica inclusive asvendas. “Eles ficam na frente das lojas e os clientes ficam com medo deentrar”, declarou. Embora o problema seja confirmado, ainda há quemconsidere viável permanecer no local. “Comercialmente falando compensa”. disseo dono de uma loja.


Os moradores também consideram a situação preocupante. “Édesesperador. Eles ficam fumando maconha e vendendo drogas em todas asesquinas. Quebram as luzes dos postes para deixar a rua escura e poderem agir.Denunciamos e a polícia não faz nada”, lamentou.


Em contato com o comandante-geral da PM, ele alegou que nãotinha conhecimento sobre a situação e afirmou que não é possível atender atodas as ocorrências. “A demanda é muito grande e muitas vezes não sobra espaçopara fazer o policiamento preventivo. Nos tornamos polícia reativa, atendemos aocorrência, mas a polícia não fica empenhada para o efetivo. Vou determinar queo posicionamento seja intensificado a partir de hoje”, assegurou.


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