Após investigação do Gaeco, processo contra Olarte causa 'apreensão' no TJMS


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O processo que deve julgar o prefeito de Campo Grande,Gilmar Olarte (PP), por crimes investigados pelo Gaeco (Grupo de AtuaçãoEspecial e Combate ao Crime Organizado) está passando de mão em mão no Tribunalde Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A investigação, mantida sobsigilo, virou uma espécie de “batata quente”, segundo fontes do TJ.


A reportagem apurou que o desembargador Francisco Gerardo deSouza passou o processo adiante, alegando suspeição (Situação, mencionada emlei, que impede juízes, promotores, advogados, ou qualquer outro auxiliar dajustiça, de funcionar em determinado processo, no caso de haver dúvida quanto àimparcialidade e independência com que devem atuar).


Com a declaração de suspeição de Gerardo, o processo ficousob responsabilidade da desembargadora Maria Isabel Rocha. Porém, pelo que areportagem apurou, a desembargadora também estaria estudando se será o caso depedir suspeição.


Caso se confirme a suspeição, Maria Isabel será a quartadesembargadora impedida de julgar o processo. Além dela e de Francisco Gerardo,também devem se declarar impedidos os desembargadores Paschoal Carmello Leandroe Sideni Soncini Pimentel, que têm os filhos atuando, respectivamente, comoprocurador geral do Município, Fábio Castro Leandro, e secretário de Governo,Rodrigo Pimentel.


O Caso

Apesar do processo seguir em segredo de Justiça, hádeclarações de que foi aberto para investigação dos crimes de estelionato,formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A princípio, o caso ficaria comRuy Celso Barbosa Florence. Mas, como ele ajudou nas investigações e chegou aexpedir mandados de busca e apreensão, cumpridos na Prefeitura, na CâmaraMunicipal e até na casa do prefeito Gilmar Olarte, teve que ser substituído.


Ruy Celso já tinha dito que Francisco Gerardo haviadeclarado suspeição, porque conhecia um dos suspeitos. Porém, como o conhecidonão foi denunciado ao final, ele acreditava que o desembargador poderia ficarcom o caso. Mas, não foi o que não aconteceu.


A operação do Gaeco foi deflagrada em abril. A denúnciatratava, entre outras coisas, de suposta agiotagem para “compra de vereador”.Os investigadores apreenderam documentos na residência de Olarte e na CâmaraMunicipal de Campo Grande, mas nunca revelaram em detalhes o que estava sendoapurado.


As informações são de que a denúncia feita pelaProcuradoria-Geral de Justiça do MPE-MS envolveria os crimes de formação dequadrilha e lavagem de dinheiro. Vereadores, além do próprio prefeito, foramouvidos pelo Gaeco no decorrer das investigações.


Segundo o advogado de Olarte, Jail Benites Azambuja, naocasião o cliente dele teria prestado esclarecimentos somente enquantotestemunha. No entanto, Ruy Florence desmentiu o prefeito e confirmou que elehavia prestado depoimento.


Em outras ocasiões, Gilmar Olarte afirmou que os promotoresconstatariam “um grande equívoco”, referindo-se à suspeita de que teria havidocompra de apoio dos vereadores que votaram a favor da cassação de AlcidesBernal (PP). Com a queda de Bernal, Olarte ficou com o cargo.


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