Obra de R$ 120 milhões não contém enchente e secretário diz que trabalho terá de ser refeito


PUBLICIDADE

Construída ao custo de R$ 120 milhões, aurbanização de trecho do Córrego Imbirussu, uma das maiores obras dagestão de Nelsinho Trad (PMDB) à frente da Prefeitura de Campo Grande(2005-2012), deixou a desejar durante as chuvas registradas na quinta-feira(18). A região encheu de água, obrigando o Poder Público a remover 30 famíliasde suas casas.


O projeto foi inaugurado no dia 15 de novembro. Recebeuinvestimentos da Prefeitura, Fonplata (Fundo Financeiro para o Desenvolvimentoda Bacia do Prata), PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Fundeb (Fundode Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dosProfissionais da Educação) e HBB, Águas Guariroba e Programa Reluz.


As obras envolveram a reestruturação do sistema viário, coma implantação de vias urbanas pavimentadas, pontes, calçadas e ciclovia, implementaçãode redes de distribuição de água, coletora de esgotos sanitários, drenagem,energia elétrica e iluminação pública. Na prática, era para melhorar a vida dosmoradores, inclusive evitando enchentes.


O trabalho também proporcionou a integração urbanística emobilidade urbana para as áreas adjacentes, interligando as avenidas Duque deCaxias e Euler de Azevedo, com a execução de pistas pavimentadas nas duasmargens do Imbirussu. O projeto foi pensado em 2005 e inclui 850moradias, para onde foram levados, na ocasião, moradores em área derisco.


Três anos depois da inauguração, as chuvas mostraram que aobra, apesar do alto custo, não funcionou. O próprio município admite falhas,mas não sabe quando vai intervir para solucioná-las.

“A expansão da cidade provoca o assoreamento dos córregos e,com um volume de água muito grande, isso se expande e vira o que aconteceuontem”, disse nesta sexta-feira (19) o chefe da Seintrha (SecretariaMunicipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) Valtemir de Brito.


O secretário admite que será preciso refazer parte dotrabalho na região, mas não tem solução prática. “Temos que fazer umplanejamento, uma discussão sobre um projeto de drenagem em toda a cidade,ações de intervenções que garantam tranquilidade para o futuro. Não adiantatomarmos medidas paliativas porque, assim, a água vem e leva tudo. Vamostrabalhar projetos futuros para que a gente tenha condições estruturais parasuportar essas situações”.


Nos siga no




PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE