Federal 'atirou para matar', diz polícia sobre homicídio de advogado em Dourados


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O policial federal Marcelo Portela, 34 anos, acusado pelamorte do advogado Márcio Alexandre dos Santos, na madrugada do dia 27 deoutubro, em Dourados, “atirou para matar”. A conclusão é do delegado titular doSIG (Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil, Adilson Stiguivitis,depois de avaliar o documento conclusivo da perícia feita no local do crime. Aconclusão foi de que Márcio Alexandre foi morto com oito tiros quando já estavacaído no chão.


Reportagem publicada quinta-feira (18) pelo jornal Diário MSinforma que o policial deverá responder por homicídio doloso, que é quando há aintenção de matar.


Para o encerramento do caso e encaminhamento ao MinistérioPúblico, ainda faltam os laudos da reconstituição e também das armasapreendidas. No entanto, conforme o delegado responsável pelo inquérito, todosos detalhes cruciais sobre o caso estão esclarecidos.


“Não há dúvida de que, mesmo que tivesse pensado que o seualvo era um dos assaltantes que o abordaram e não o advogado amigo dele, comoalega, está claro que o policial teve a nítida intenção de matar. O laudorevelou que o Márcio foi atingido quando já estava caído ao chão, quando a cenajá não ofertava mais perigo para ele. Mesmo que estivesse embriagado comotambém alegou, Marcelo atirou para matar, tanto que acertou na cabeça doMárcio”, justificou o titular do SIG.


Advogado criminalista e ex-candidato a vereador pelo PMDB deDourados, Márcio Alexandre foi morto quando retornava, junto com o amigoPortela, de uma casa noturna na cidade, após passarem o dia bebendo com outrosamigos.


O crime aconteceu na rua Albino Torraca, na região centralda cidade. O advogado e o policial foram rendidos por assaltantes que acabaramlevando a caminhonete de Márcio Alexandre dos Santos para o Paraguai, segundose apurou. Um dos assaltantes acabou atingido pelos disparos deferidos porPortela e os outros fugiram. O policial se apresentou à polícia horas depois docrime, acompanhado de representantes sindicais da Polícia Federal e também deum advogado.


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