Papais Noéis remam em lagoa para distribuir presentes às crianças


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No lugar do trenó e das renas, uma prancha e remos. Foiassim, remando, que o Papai Noel, ou melhor, 15 papais noéis chegaram à lagoado Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, para alegrar o domingo depelos menos 70 crianças carentes de três instituições. Com idades entre três e13 anos, os pequenos chegaram cedo ao local e se aglomeraram na beira da lagoapara esperar os atletas de Stand up Padlle, responsáveis pela ação social.


Batizado de Remada Natalina, o evento, que teve suasprimeiras edições na Europa e Estados Unidos aconteceu pela primeira vez nestedomingo (20), em Campo Grande. A prática do esporte, originário do Havaí,consiste em se equilibrar sobre uma prancha semelhante a de surf e remar.


Segundo a instrutora de ioga Mariana Rondon, que integra aAPSUP (Associação Pantaneira de Stand Up Paddle), a proposta da entidade,criada há um ano, é promover um Natal divertido e diferente para as criançascarentes, além de divulgar o esporte que vem ganhando cada dia mais adeptos noestado.


Ela explica que em cada cidade a ação é desenvolvida de umaforma diferente para atender as necessidades das crianças locais. Em CampoGrande, os atletas escolheram instituições que ainda não haviam recebidosqualquer ajuda neste Natal. Os brinquedos foram comprados pelos própriosintegrantes da APSUP, que também providenciaram as roupas e acessóriosnatalinos para compor a fantasia.


Para garantir a surpresa dos pequenos, os remadores tiveramcomo ponto de partida o monumento ao Guerreiro Guaicuru. No lado oposto dalagoa, outros atletas e responsáveis pelas entidades distribuíam sorvete epipoca para amenizar a ansiedade da garotada. O vento forte testou o equilíbriode alguns papais noéis, que acabaram na água, mas sem perder o espíritonatalino, eles levantaram e prosseguiram com a missão, recompensada pelaalegria das crianças quando os atletas começaram a se aproximar da beira dalagoa. 


Emoção - “É um sentimento maravilhoso ver essascrianças. Nossa ideia é realizar outras ações beneficentes em 2015”, dizMariana. O publicitário Milton Laburu conta que sempre participa de ações dessetipo e diz que a proposta da APSUP, sempre que possível, é unir a prática doesporte a atividades sociais. “É muito boa essa sensação, não tem nada melhordo que fazer o outro feliz, principalmente quando são crianças que não temnada. Não custa nada doar um pouco do seu tempo para isso”, afirma.


Aniversariando hoje, o advogado Marcelo Rebuá, presidente daAssociação, afirma que a oportunidade de transformar o Natal das crianças foi omelhor presente que recebeu nos últimos anos. “Estou muito orgulhoso departicipar dessa ação ao lado dos meus amigos e ainda alegrar a garotada”,destaca. Ele conta que o grupo desperta curiosidade especialmente das criançasquando viaja e os atletas aproveitam a oportunidade para dar algumas aulas eincentivar a prática da vida saudável.


Mas no momento que o grupo começou a se aproximar da beirada lagoa, a criançada só quis saber mesmo dos presentes. Muitas não seguraram aemoção, embarcaram na fantasia e correram para abraçar os atletas, que nessahora, aos olhos dos pequenos, realmente se transformaram em papais noéis. Ostablets, celulares e videogames, objeto de consumo das crianças de hoje deramlugar as bolas, bonecas, joguinhos e até material escolar, artigos genuinamenteinfantis. E ninguém reclamou, pelo contrário, cada presente desembrulhado eramotivo de festa, de sair correndo para mostrar ao amigo.


Uma das turminhas mais animadas era do projeto Guerreiros doAmanhã, que leva a prática de lutas marciais às crianças do bairro Tiradentes.Entretida com sua nova boneca, a pequena Gabriela Pizatto Sena Ribeiro, 3, nãoqueria saber nem das fotos. Já sua irmã, Ana Luiza, 7, mostrava toda feliz seujogo de escoa e pente. Vaidosa, ela conta que não poderia ter recebido presentemelhor. “Adorei tudo, nunca tinha participado de um dia assim. É a primeira vezque ganho presentes numa brincadeira dessas”, conta


Johny de Souza, 12, também festejava sua bola. Corintiano, ele diz que joga futebol tododia e já estava precisando de uma nova. “Adorei ver o pessoal chegando naprancha, gostaria de participar de outros dias assim”, disse, enquanto levava obrinquedo para jogar com o colega.


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