Aumento na produção de carne virá de pastos degradados


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Mais da metade das pastagens localizadas no Cerradobrasileiro podem estar em algum estágio de degradação. São 32 milhões dehectares em que a qualidade do pasto está abaixo do esperado, comprometendo aprodutividade e gerando prejuízos econômicos e ambientais. Este é o cenárioconsiderado mais realista evidenciado pelo estudo desenvolvido pela EmbrapaMonitoramento por Satélite (SP) e concluído em novembro. A recuperação poderiaajudar até a triplicar a produção de carne nessas áreas ou contribuir para aexpansão da agricultura, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.


“Estima-se que se forem recuperadas de 12,5 a 18,4 milhõesde hectares de pastagens é possível um acréscimo na produção de carne bovinanessas áreas de 2,4 a 3,6 milhões de toneladas por ano”, afirma o pesquisadorda Embrapa, Ricardo Guimarães Andrade, um dos responsáveis pela pesquisa. Eleressalta que o Programa ABC tem por meta, até 2020, induzir a recuperação de 15milhões de hectares de pastagens degradadas em todo o País.


Em termos ambientais, a recuperação de pastagens contribuipara reduzir a pressão pela abertura de novas fronteiras para a expansão daagricultura e pecuária, por exemplo, em áreas de floresta nativa. O combate àdegradação também ajuda a reduzir a emissão de gases de efeito estufa. “Empastos recuperados, é possível alcançar maior produtividade e menor emissão poranimal, tornando a pecuária uma atividade economicamente mais rentável eambientalmente mais eficiente”, completa Guimarães.


A degradação das pastagens tem características diferentes emcada bioma. No Cerrado, é caracterizada pela perda de produtividade em funçãoda pouca oferta de água e de nutrientes. No bioma Amazônia, as razões têm maiorrelação com outros fatores, como a competição da forrageira com as plantasinvasoras. Neste caso, é necessário desenvolver e aplicar técnicasdiferenciadas de mapeamento.     


A Embrapa Monitoramento por Satélite possui outrasiniciativas voltadas ao tema, como o projeto de pesquisa GeoDegrade, que estudamétodos de identificação e mapeamento de processo de degradação das pastagensnos biomas Amazônia e Mata Atlântica, além do Cerrado. “Diante das dimensões doterritório brasileiro e das diferenças regionais, o desafio é chegar a númerosmais precisos e dizer onde estão essas pastagens que se encontram comprometidase subutilizadas. O uso de geotecnologias, como o sensoriamento remoto aplicadoem diferentes escalas, é a estratégia adequada para traçar um mapa dascondições das pastagens para um país do tamanho do Brasil”, reforça Bolfe.


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